Curta-metragem amazonense celebra prêmios em Festivais
Em pouco mais de seis meses, “Graves e Agudos em Construção”, do cineasta Walter Fernandes Júnior, acumula prêmios em sete Festivais
A história de um pedreiro, uma prostituta e um garoto inconformados com a falta de perspectiva em suas vidas segue rendendo frutos ao cineasta Walter Fernandes Júnior. Gravado no final do ano passado, o curta-metragem “Graves e Agudos em Construção” conquistou no último domingo (11) o prêmio do público de “Melhor Curta-Metragem” do 14º Festival Cine Del Mar.
Em pouco mais de seis meses, o oitavo curta da carreira do diretor e roteirista carioca – que vive em Manaus desde 2015 – já acumula prêmios em sete Festivais, sem contar as menções honrosas. Além do mais recente, também conquistou os de: Best Live Introduction & Best Review no The Indie For You Film Festival 2021; Melhor Curta-Metragem Brasileiro na 7ª edição do Brazil International Film Festival 2021); Melhor Diretor no Tagore International Film Festival; Melhor Curta-Metragem no L’Age d’Or International Arthouse Film Festival; Melhor Curta-Metragem no Brooklyn International Cinefest; Prêmio do Público no Barcelona Fiction Film Festival.
O cineasta afirma estar bastante surpreso e contente com toda a repercussão da obra de 14 minutos – seu primeiro curta-metragem produzido na capital amazonense –, deixando claro a importância da equipe para as conquistas.
“Nada disso seria possível se não houvesse uma equipe sensacional por trás encarando essa loucura cinematográfica de frente. Espero que seja o início de muitos filmes que desafiem as narrativas tradicionais com sensações que não sejam reféns de interpretações de história. Esses prêmios acabam fazendo as pessoas se interessarem a assistir um filme que não tem uma narrativa convencional, mas também não entra no segmento experimental”, pontua.
Roteiro
Contemplado no Prêmio Manaus Conexões Culturais 2020 da Prefeitura de Manaus, “Graves e Agudos em Construção” foi filmado durante cinco dias em dezembro de 2020, seguindo todos os protocolos sanitários necessários, em virtude da pandemia da Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus). A obra cinematográfica contou com locações variadas da cidade, como o Cabaré Night Club e o Carlito Auto-Peças, e foi rodada em diversos bairros manauaras, incluindo Japiim, Parque Dez, Ponta Negra, Tarumã e Lírio do Vale.
O filme – considerado por críticos do Estado como um dos filmes mais rock’n roll do cinema amazonense recente – surgiu a partir de um roteiro de Walter Fernandes Júnior escrito há mais ou menos dez anos, mas extremamente atual, que mostra as angústias vividas pelas pessoas.
De acordo com o cineasta, a ideia de um filme para ele sempre surge visando o passado e o futuro. “Independentemente da trama, eu procuro visualizar situações de desconforto dentro de um cenário social onde o certo e o errado se fundem. Com isso, acabo entrando no terreno da atemporalidade, onde há de forma contínua uma transformação que não atinge de fato as nossas consciências, ou seja, essencialmente não muda muita coisa em nossas perspectivas e conceitos gerais sobre como a sociedade pode melhorar”.
Saiba Mais
A história de Walter no cinema começou em 1997, quando entrou para o Curso da Universidade Estácio de Sá (RJ). Dali pra frente trabalhou em diversas produções, incluindo com o diretor e produtor Marco Altberg. Dentro desse processo, começou a realizar seus próprios curtas e a ministrar oficinas de audiovisual para jovens.
Ficha Técnica
Direção e Roteiro: Walter Fernandes Jr.
Produção Executiva: Walter Fernandes Jr.
Direção de Produção: Ricardo Manjaro
Assistente de Direção: Mario Jorgi
Diretor de Fotografia: Thiago Morais
Som Direto: Helione Meireles
Direção de Arte: Duque Ribeiro
Edição e Finalização: Felipe Rodrigues
Assistente de Arte: Hina Oliveira
Assistente de Câmera: Davi Brasil
Elenco: Julia Kahane, Álex Jansen, Rhuann Gabriel, Marilta Figueiredo, Aline Cassiano e Duque Ribeiro.
Apoio Cultural: Cabaret Night Club e Credenecial Engenharia