Adalberto Valle oferece ‘Escola da Inteligência’ a partir do próximo ano letivo
Centro Educacional Adalberto Valle irá implantar em sua grade curricular em 2020 projeto criado pelo psicanalista Augusto Cury
Alunos emocionalmente inteligentes para os desafios acadêmicos e da vida é a proposta da Escola da Inteligência(EI). Programa criado pelo psicanalista Augusto Cury para as escolas, que será oferecido pelo Centro Educacional Adalberto Valle (CEAV) a partir do ano que vem.
Cury, que é autor de 54 títulos publicados em mais de 70 países, explica sobre as habilidades que a EI irá aprimorar nos alunos. “Eles aprenderão a pensar antes de reagir, que é uma habilidade fundamental para se ter uma mente livre, uma emoção saudável; a ser colocar no lugar do outro, sendo empáticos; trabalhar perdas e frustrações, sendo resilientes; gerenciar o stress; empreender; ousar; e escrever os capítulos mais nobres de suas vidas mesmo nos dias mais tristes”, detalhou o especialista.
Segundo a diretora da escola, Irmã Leopoldina, o CEAV aderiu ao Programa para contribuir para o desenvolvimento das competências socioemocionais, auxiliando os alunos a aprenderem a ser mais confiantes no futuro, a resolver problemas, a compreender e a gerenciar emoções. “Vamos adotar a Escola da Inteligência como um passo para resolver o problema que acontece hoje no mundo; queremos ajudar a juventude e as famílias”, destacou. O reforço da educação psicossocial será em todas as séries, da Educação Infantil ao Ensino Médio, como complemento ao conteúdo programático.
Conhecendo a si mesmo
Para fortalecer as cognições emocionais, Augusto Cury reforça a importância de se entender e combater a ‘Síndrome do Pensamento Acelerado’, massificada na era da informação. Sintomas como acordar cansado, dores musculares, sofrimento com o futuro e hiperpreocupação com o presente são itens nocivos dessa Síndrome à formação intelectual e atrapalham a formação de ideias, principalmente nos mais jovens.
A princípio, o psiquiatra estipula uma hora por semana para concentrar os conteúdos em sala de aula sobre o tema da saúde emocional; o Programapossui materiais pedagógicos próprios para cada idade escolar, aplicativos para alunos, para as famílias, bem como realiza workshops e palestras também para esse público e para a equipe escolar.
O coordenador da EI no CEAV, padreCharles Cunha, enfatizou a necessidade de extensão educacional às habilidades socioemocionais.“Obedecendo à missão da escola, iremos dar atenção especial à dimensão humana através de uma ação integrada entre a escola e os pais para esperarmos uma geração que não seja refém de si próprio”, relatou.
Competências
A preocupação com os males da ansiedade e depressão tem sido cada vez mais frequente da parte de gestoresdas empresas e das escolas. Antes de entrar no mercado profissional, o indivíduo nem sempre é preparado em casa ou mesmo na escola para lidar com as relações entre chefes e colegas de trabalho. Um dos maiores índices de demissão de hoje, inclusive, é o mau comportamento.
“Antigamente a nossa maior preocupação era formar alunos para que eles pudessem ser gabaritados para preencher as vagas nas empresas, mas hoje a gente percebe que essa visão tem que ir além. O socioemocional é também muito importante de ser trabalhado porque a maioria das demissões advêm de problemas comportamentais e não técnicos em relação à vaga”, afirma a psicóloga da EI, Karina Delgado.
Opinião: Aglis Roberta Farias – Funcionária pública
A funcionária pública Aglis Roberta Farias, 34, mãe de um aluno do 6º ano do CEAV, comentou que a iniciativa é relevante, visto que não recebeu esse tipo de informação quando estava na escola. “Se tivesse tido esse conteúdo, com certeza teria sido bem melhor para mim, nas minhas relações. O Marcus Vinicios (filho) é fácil de ter amigos e essa ajuda ao desenvolvimento emocional reforça ainda mais. É maravilhoso que exista essa adaptação do conteúdo”, concluiu.