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A Crítica
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Alexandre de Moraes minimiza supostos problemas em fiscalizações da PRF

O presidente do TSE não viu ação orquestrada da PRF para atrapalhar a chegada dos eleitores às urnas. Ele também negou a possibilidade de adiamento do fim do horário de votação

Publicado em 30/10/2022 às 15h58 · Atualizado em 30/10/2022 às 16h09
Alexandre de Moraes minimiza supostos problemas em fiscalizações da PRF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, concedeu entrevista coletiva na tarde deste domingo de eleição (30) para informar que não haverá adiamento do horário estipulado para o fim das votações e para descartar a possibilidade de ação orquestrada para atrasar eleitores a chegar aos locais de voto. 

A declaração acontece em meio a inúmeras denúncias de fiscalizações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em ônibus e veículos de transporte que levam eleitores aos locais de votação, principalmente na Região Nordeste, base do eleitorado do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o cargo de presidente com Jair Bolsonaro (PL). 

Conforme Moraes, as fiscalizações realizadas pela PRF aconteceram apenas em casos onde o veículo apresentava problemas junto ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB). 

“As inúmeras operações realizadas foram, segundo o diretor da PFR que esteve há pouco no TSE, com base no CTB, ou seja, um ônibus com pneu careca ou sem condições de rodar foi autuado, isso em alguns casos atrasou a chegada, mas de forma alguma impediu que o eleitor chegasse nas urnas”, disse.

Moraes rechaçou também a suposição de que haveria uma ação orquestrada voltada para prejudicar ou benificar a candidatura de Lula e Bolsonaro.

“Se nós formos supor que as operações da PFR são só contra uma das chapas, eu concordaria com a suposição. Eu parto do pressuposto do respeito da PRF, a responsabilidade constitucional, dentro da legalidade, nem contra a candidatura A ou B. Eu não consigo imaginar que a garantia do transporte público gratuito seja apenas para eleitores de um candidato. Favorece a democracia e o eleitor”, comentou. 

‘Sem prejuízo’

Segundo o ministro, apesar das fiscalizações da PRF, não há denúncia de ônibus que tenham retornado para a sua base sem ter conseguido levar os eleitores às urnas.

“Esses ônibus em nenhum momento retornaram à origem, ou seja, eles seguiram para votação. A partir da reunião, há uma hora, foi determinado que todas operações cessassem, inclusive levando em conta o horário adiantado da votação”. 

Fake news

Alexandre de Moraes também falou sobre a luta do TSE contra as fake news nas eleições. Ele relembrou medidas e resoluções efetivadas para coibir o ato e potencializar a fiscalização de publicações mentirosas nas plataformas da internet. 

“Nas últimas horas 354 impulsionamentos foram identificados, 7 sites foram desmonetizados, 701 URLs foram removidas, a partir de 12 decisões judiciais, 15 perfis de grandes propagadores de fake news foram suspensos, e 5 grupos de telegram com 580 mil participantes somados foram excluídos. Continuamos fiscalizando as redes para pelo menos diminuir o que aconteceu no dia da eleição do 1º turno, com muita disseminação de fake news”, destacou. 

Filas equacionadas

Segundo o ministro, a questão das filas já está equacionada, com menos incidência do que no 1º turno, pelo fato de que são apenas duas escolhas, uma para governador e outra para presidente. Alguns estados do país tiveram apenas escolha para presidente, por vitória do governador no 1º turno.

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