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Amazonas já emitiu mais de 20 mil carteiras para pessoas com TEA

Documento criado em 2021 garante atendimento prioritário e pode ser solicitado de forma simples, inclusive por aplicativo

Publicado em 06/04/2026 às 15h09
Amazonas já emitiu mais de 20 mil carteiras para pessoas com TEA

Mais de 20 mil Carteiras de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea) já foram emitidas, desde a criação do documento, pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Amazonas (SEPCD-AM) até abril de 2026.

Lançado no ano de 2021, o documento oficial da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Tea), instituído pela Lei Romeo Mion (13.977/2020), é válido em todo o território nacional, com versões físicas e digitais disponíveis, e garante atendimento prioritário em serviços de saúde, educação, cultura e outros.

“A Ciptea assegura mais dignidade, prioridade no atendimento e reconhecimento para as pessoas com TEA. A carteira pode ser solicitada de forma simples e está disponível tanto na versão física quanto digital, facilitando o acesso para os usuários”, destacou Selma Banes, titular da SEPCD.

Segundo a secretaria, desde seu lançamento, mais de 20.609 carteirinhas já foram emitidas, sendo mais de 1.100 entregues somente no ano de 2026.

Documentos necessários para emissão

Para emissão da Ciptea são necessários os seguintes documentos: foto 3×4 recente, RG, CPF, comprovante de residência, laudo com CID (Classificação Internacional de Doenças) e tipagem sanguínea, além dos documentos dos pais ou responsáveis (RG e CPF), email e telefone para contato.

No Amazonas, o documento também pode ser emitido por meio do aplicativo SASI, disponível nas lojas de aplicativos de celulares.

Sobre o Transtorno

O Transtorno do Espectro Autista (Tea) é uma condição neurológica do desenvolvimento que afeta a comunicação, interação social e comportamento, manifestando-se cedo na infância e persistindo por toda a vida. É um “espectro” devido à ampla variação de sintomas e níveis de suporte necessários, o que significa que nenhum autista é igual ao outro.

O diagnóstico pode ser dado por profissionais de saúde, geralmente entre 4 e 5 anos, mas sinais de alerta podem ser observados cedo.

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