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Amazonense de 13 anos faz história na final do ‘Pequenos Gênios’

Superdotado desde os 11, Dante Carvalho ficou em 2º lugar entre mais de 7 mil inscritos e transforma a paixão por Física em inspiração para outras crianças

Publicado em 06/09/2025 às 15h19
Amazonense de 13 anos faz história na final do ‘Pequenos Gênios’
Foto: Jeiza Russo/A Crítica

O amazonense Dante Carvalho de Castro, de 13 anos, brilhou em rede nacional e mostrou que a ciência pode ser uma aventura apaixonante. O adolescente, diagnosticado com superdotação desde os 11 anos e apaixonado por Física, representou a Região Norte, e o Amazonas, na final do quadro Pequenos Gênios, na TV aberta, onde ficou em segundo lugar.

Em entrevista ao A CRÍTICA, Dante contou que a preparação para o programa não foi simples. Antes de chegar à TV, o estudante participou de reuniões virtuais com a produção e outros candidatos de diferentes partes do país. A mãe dele, Carolina Cecília Nogueira, relatou que mais de 7 mil crianças com altas habilidades participaram da seleção em todo o Brasil.

“Houve diversas reuniões virtuais com a produção e com outras crianças e adolescentes. Conversávamos muito nesses encontros e respondíamos perguntas e desafios. Meu maior desafio foi memorizar todo o mapa-múndi, e eu quis fazer isso porque sabia que cairiam perguntas muito diversas”, contou Dante sobre o processo seletivo.

Carolina lembra que o momento em que souberam que Dante havia sido selecionado foi de grande emoção, e ela resolveu preparar uma surpresa para contar a novidade ao filho.

“Foi muito emocionante! Foram mais de sete mil inscritos em todo o país, o maior número de todas as temporadas. Fizemos até uma surpresa para contar a ele no laboratório de Química da UEA, onde desenvolve pesquisas”, disse.

Sobre a sua participação no programa, Dante afirma que o momento mais marcante foi poder falar de Física, sua grande paixão. O amazonense foi longe na competição, levando o estado até a final do quadro, algo inédito até então.

“Foi incrível. Saber que o Amazonas e toda a Região Norte iriam para a final pela primeira vez desde que surgiu o programa me deixou muito contente. Mas o melhor mesmo foi falar de Física”, contou.

Amizade e ciência no mesmo palco

Apesar de ser uma disputa entre times, engana-se quem pensa que a competição era apenas sobre acertos e pontos. Nos bastidores, Dante destaca a amizade entre os participantes. Já para a mãe, ver a união das crianças foi algo marcante, pela forma como se apoiavam antes e depois do programa. Segundo ela, a produção sempre reforçava que se tratava de uma “celebração ao conhecimento”.

“Poder divulgar a ciência, a Física, foi algo que realmente me marcou. E todos nós, participantes do programa, acabamos ficando grandes amigos. Nos bastidores, nos ajudávamos e torcíamos uns pelos outros. Ainda continuamos nos falando mesmo depois que a temporada terminou”, disse Dante.

Desafios da mente acelerada

Carolina Cecília Nogueira, por outro lado, conhece bem os desafios de criar uma criança com altas habilidades. Foi por isso que ela resolveu criar o Programa Escola Humanizada, que hoje atende centenas de crianças pelo Brasil.“Essas experiências ajudam muito no desenvolvimento, porque, à medida que ele tem acesso a conteúdos, fica muito mais feliz”, destacou.

“Lidar com crianças com altas habilidades é desafiador, pois são muito curiosas, com uma mente acelerada. Então, na escola, quando não existe um complemento de conteúdo adequado, começam a ter desafios emocionais. Nós mesmos, sem superdotação, não conseguimos ouvir muitas vezes algo que já compreendemos, é cansativo. Para eles é a mesma coisa. O que acontece é que quem tem altas habilidades aprende muito mais rápido”, completou Carolina.

Mas, para além das descobertas e pesquisas, Carolina guarda um desejo simples para o filho: “Quero que ele seja feliz. Ele sonha em fazer descobertas que ajudem a humanidade. Meu maior desejo é que ele tenha uma vida que permita a realização dos seus sonhos.”

E, se depender de Dante, o futuro já começou. Entre brincadeiras na rua e teorias da Física, ele carrega a certeza de que o universo ainda tem muitos segredos — e que vale a pena descobri-los.

Cotidiano

Mas, longe dos holofotes, Dante Carvalho de Castro, 13, é um adolescente como tantos outros. Ele contou que gosta de brincar na rua com os irmãos e amigos,  estar com a família e conversar pelo celular com colegas de outros estados. No entanto, é na universidade que se sente mais à vontade, participando de congressos e pesquisas em Física, Química, Meteorologia, Filosofia e Astrofísica.

Dante conta que, no primeiro programa, estava nervoso, mas depois foi ficando natural falar e participar. “Eu já havia participado de alguns podcasts, mas nada tão grande quanto um programa em rede nacional.  Foi ficando cada vez mais fácil falar nas etapas seguintes. Eu gostei muito quando pude falar livremente sobre assuntos da Física, isso me deixou mais confortável”, relatou.

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