Arthur surta com secretários: ‘ridículo’, ‘inferno’, ‘Iraque’
No primeiro dia de vacinação em Manaus contra a H1N1, o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) se revoltou com a apatia dos secretários municipais ante ao “clima de guerra” para combater a doença, que já matou 27 pessoas no Estado, com o registro de 666 casos.
Ao lado do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, o prefeito de Manaus visitou, no final da manhã desta quarta-feira (20), a Policlínica Castelo Branco, onde uma multidão aguardava para ser atendida por apenas quatro vacinadores.
Em transmissão ao vivo no Facebook, Arthur revelou que havia solicitado reforço das demais secretarias para auxiliar a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) na campanha de vacinação. De acordo com Arthur, as secretarias comandadas por ele “não deram a menor bola” para sua orientação.
“Começamos muito mal. Começamos errado. Porque as secretarias da Prefeitura não deram a menor bola para a mobilização que eu estou pedindo, estou exigindo, estou cobrando”, disse ele, em tom exaltado.
“Eu quero que cada secretaria mande para o secretário (Marcelo) Magaldi o número determinado de pessoas disponíveis para fazer vacinação e coloquem no Cerimonial dos secretários o nome das pessoas para que eu possa acompanhar”, afirmou.
Em tom de desabafo, ele prossegue: “Aqui tem apenas quatro vacinadores. Isso é ridículo. Eu pedi reforço. Vai vir reforço tanto da Semsa, quanto eu exijo reforço de todas as (outras) secretarias. Que se mobilizem. Eu não vou fazer essa guerra sozinho, não”, sustentou. “Meu clima é de guerra, mas sinto que a maioria dos meus secretários está em paz. Não dá para ter paz se o chefe está em guerra”.
O prefeito também sugeriu que os secretários “acordem”. “Estou cobrando com muita energia que mude o quadro, radicalmente, em 180 graus. Isso aqui é um inferno. Esse inferno que está aqui, esse Iraque, esse Afeganistão que está aqui, eu não quero para o meu povo, eu não quero para as crianças, para os idosos”.