Bancada do Amazonas evita criticar Moro
Na sessão de “morde e assopra” em que se transformou a audiência do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, ontem, os senadores da bancada amazonense Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) se inscreveram para falar, mas se abstiveram de fazer qualquer crítica ao ex-juiz e atual ministro. Já o senador Omar Aziz não compareceu à audiência.
Lembrou da CMM Entre os ataques e afagos a Moro, o senador Plínio Valério afirmou que, por um momento, pensou estar na Câmara Municipal de Manaus (CMM). “Lá é comum cada um apresentar sua verdade parcial”, justificou.
Sem foto Plínio manifestou seu apoio ao ministro e disse não viu “nada demais” nos diálogos vazados. “Não quero abraço do ministro, não vou cumprimentá-lo depois, e não quero foto com ele. Minha posição aqui não é para defendê-lo, mas para apoiar o seu legado”, disse, dispensando a resposta de Moro e seu póprio direito à réplica.
Boa-fé Braga chegou a questionar a permissão de provas ilegais obtidas com boa-fé, que está prevista no projeto das dez medidas contra a corrupção, que deve ser votado na próxima semana. E acabou por elogiar a tranquilidade com que o ministro Moro expôs suas posições na CCJ.
Retorno O senador ainda defendeu a divulgação de conteúdo completo das mensagens de Moro e Dallagnol. Depois, fugindo da pauta do dia, Braga lembrou a última chacina ocorrida nos presídios de Manaus e pediu ao ministro Sérgio Moro que retorne à CCJ para discutir o sistema prisional do País.
Hashtag Não foram só os senadores que se manifestaram sobre o tema. Durante a transmissão pela TV Senado, duas hashtags se alternaram no primeiro lugar dos assuntos mais comentados no Twitter: #DetonaTudoMoro e #RatoMoroTaMelindrado.
‘Pai D’égua’ Novidade deste ano na Praça da Catedral em Parintins, o “Turistódromo” da Amazonastur não deixou de fora o meio de transporte mais peculiar da Ilha Tupinambarana: tricicleiros que foram treinados e ganharam farda, pintura temática e uma placa os identificando como “Tricicleiro Pai D’égua”.
Bilhões A Procuradoria Geral do Estado (PGE-AM) garantiu, nos últimos cinco anos, o ingresso de recursos de, aproximadamente, R$ 1,4 bilhão aos cofres do Governo do Amazonas. Em torno de 82% deste montante vieram dos depósitos decorrentes das ações judiciais que tiveram atuação decisiva da PGE-AM.
DPE nos presídios O estudo de modelagem de cogestão compartilhada do sistema prisional prevê que a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) preste assistência jurídica em todas as unidades prisionais de Manaus, a partir do dia 10 de julho.
Licitação Atualmente, os apenados recebem atendimento jurídico por meio das empresas que fazem a cogestão nas unidades prisionais. O estudo vai instruir o novo processo licitatório que será lançado, em breve, pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).