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Bombeiros controlam incêndio de 450 hectares no Cacau Pirêra

Operação reuniu 130 militares no combate às chamas; durante os trabalhos, equipe localizou uma ossada humana na área.

Publicado em 02/10/2026 às 10h05
Bombeiros controlam incêndio de 450 hectares no Cacau Pirêra
Foto: Jorge Alberto / A CRÍTICA

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas controlou, nesta quinta-feira, um incêndio florestal de grandes proporções no distrito de Cacau Pirêra, localizado na Região Metropolitana de Manaus. A queimada destruiu mais de 450 hectares de vegetação e contribuiu para a fumaça que encobre a capital amazonense.

A operação de combate começou após uma queimada criminosa para limpeza de terreno perder o controle. Com o clima quente, seco e a presença de vento, as chamas se propagaram com rapidez pela vegetação. Inicialmente deflagrada com 50 militares, a ação precisou ser reforçada e alcançou um contingente de 130 bombeiros, além de 17 viaturas operacionais adaptadas para atuação no terreno.

De acordo com o comandante da operação, coronel Menezes, a estratégia empregada envolveu o isolamento por quadrantes para debelar o fogo nas bordas e impedir o avanço das chamas para novas áreas de vegetação. Os trabalhos se estenderam de forma contínua durante a madrugada e ao longo do dia, até a finalização dos últimos focos no fim da tarde.

Descoberta de ossada humana e monitoramento

Durante o avanço pelas áreas atingidas pelo fogo, os bombeiros localizaram uma ossada humana em meio à vegetação. O corpo apresentava uma perfuração no crânio, com indícios de disparo de arma de fogo. A Polícia Civil e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para recolhimento e perícia. A corporação aponta que a morte ocorreu antes do fogo, sem ligação direta com a origem da queimada.

Após a contenção das chamas, os militares deram início ao trabalho de rescaldo com apoio de drones para visualização noturna de possíveis focos residuais. A corporação programou o retorno das equipes ao local na manhã de sexta-feira para evitar que o aumento da temperatura gere novas reignições. As causas e a extensão dos danos ambientais serão apuradas por um comitê investigativo.

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