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A Crítica
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Com presidente genro do prefeito, Câmara de Tabatinga tenta abrir CPI da Educação

O requerimento tem assinaturas suficientes para abertura do processo que tem base na Operação Maguta da Polícia Federal

Publicado em 14/07/2021 às 21h01 · Atualizado em 09/03/2022 às 01h48
Com presidente genro do prefeito, Câmara de Tabatinga tenta abrir CPI da Educação
Foto: Divulgação

Cinco vereadores do município de Tabatinga, a 1.106 quilômetros de Manaus, buscam desde terça-feira (13) a suspensão do recesso legislativo para tentar aprovar um requerimento solicitando ao presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Bardales (PROS), a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Educação.

A iniciativa tem o intuito de investigar o envolvimento do prefeito de Tabatinga Saul Bemerguy (MDB), do vice-prefeito Plínio Cruz (Republicanos) e seus secretários por desvios de recursos federais direcionados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O embargo ao processo, entretanto, pode ocorrer, visto que o presidente da Câmara é genro do prefeito e os parlamentares esperam que a pressão popular possa ajudar a inverter a situação.

“Como estamos em recesso na câmara municipal, ontem após a operação solicitamos uma sessão extraordinária para apreciação da abertura da CPI da Educação até o presente momento não houve resposta do então presidente”, esclareceu o vereador Dr. Junior Olimpio (PSD).

São signatários do documento também os vereadores Deney (PP), Marcela Tenório (Cidadania), Arlinda (PP), Testa (PSL). A abertura do inquérito tem base na operação Maguta, deflagrada pela Polícia Federal no município, que apura possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude em licitação, desvio de recursos públicos, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Os parlamentares de Tabatinga afirmam que há fortes indícios de envolvimento do prefeito e de servidores do município no desvio de verbas. Caso seja aceito pela Câmara, o processo já tem assinaturas suficientes para a abertura já que a Câmara é composta por 15 vereadores e 5 deles deram crivo ao processo.

O prefeito foi afastado do cargo por 90 dias, juntamente com oito servidores que estão proibidos de transitar nas dependencias as repartições públicas. Quem assume a vaga é o vice-prefeito até que haja esclarecimentos sobre os fatos pela Justiça Federal.

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