Conheça mais sobre a tecnologia ‘smart’, que em cinco anos deve aumentar produção
Para esse movimento de comunicação inteligente (ou smart), que está em desenvolvimento no País, existe um nome: Internet das Coisas (IOT) - do inglês, Internet of Things
Não se trata apenas de um sistema que conecta seres humanos ao resto do globo sem sair de casa. A internet – e as possibilidades que ela oferece – também estabelece a conectividade entre os mais diversos aparelhos eletroeletrônicos, eletrodomésticos e até meios de transporte.
Para esse movimento de comunicação inteligente (ou smart), que está em desenvolvimento no País, existe um nome: Internet das Coisas (IOT) – do inglês, Internet of Things. O pesquisador e professor do departamento de engenharia da computação e sistemas digitais da Universidade de São Paulo (USP), André Riyuti Hirakawa, esteve essa semana em Manaus, na sede da Samsung Ocean, palestrando para estudantes e profissionais interessados em tecnologia. Ele explicou o conceito e com o que ele pode contribuir para o campo da inovação.
“A ideia é diminuir ao máximo, a dependência que os sistemas (máquinas) têm em relação ao ser humano. A IOT objetiva deixar a interação entre máquinas mais autônomas. Com menos interferência humana, o gerenciamento fica mais simples”, defende.
Entre os produtos que abarcam o conceito, Hirakawa explica que o mais conhecido é o celular. Sem que o usuário interfira, o próprio aparelho tem um sistema que sincroniza informações entre a agenda de contatos e o e-mail. Outro exemplo dado por ele são os automóveis que já vêm com sistemas embarcados que permitem ‘escanear’ todas as funcionalidades do veículo, sem que seja necessário um mecânico sequer abrir o capô do carro. “É só plugar um leitor e pronto. Dá pra ver como o carro está por dentro”, resume ele.
Inovação
O pesquisador destaca que o conceito de IOT não é novo – tem pelo menos dez anos e está em pleno desenvolvimento. “O que falta é explorarmos mais aparelhos e recursos e não nos atermos apenas à tecnologia já conhecida. Dos recursos que um celular mais moderno pode oferecer, nós não utilizamos nem um décimo do que é possível”, exemplifica.
A estimativa do professor é de que em cinco anos aproximadamente, já existam várias aplicações e produtos muito mais “espertos” do que hoje. “Faz uns dez anos que estamos preparando o terreno. Agora chegou a fase de os jovens se apoderarem dessas pesquisas e transformá-las em realidade”, ressalta.
Para ele, a mensagem principal para quem pesquisa e trabalha com IOT é não se limitar ao que a tecnologia já disponibiliza. “É preciso ‘pensar smart’. Usar esse possibilidade da conectividade para comunicar melhor seja entre produtos ou entre sistemas maiores como o de transportes ou de iluminação pública de uma cidade”, aconselha.
Os novos smartphones, estão entre os mais desenvolvidos quando o assunto é conectividade. Eles estão no centro dessa evolução porque se conectam à maioria dos objetos inteligentes como televisores do tipo smart, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.
Geladeiras inteligentes
Além da função básica de guardar alimentos, os modelos vêm com tela touch screen e aplicativos exclusivos que permitem ao usuário, por exemplo, fazer um programa nutricional completo, acessar receitas ou ainda controlar a incidência de luz sobre os alimentos, preservando-os por mais tempo.
As pioneiras
Quando se começou a falar mais popularmente de conectividade entre objetos, os primeiros produtos que saltaram aos olhos foram as smart TVs. Com a evolução da tecnologia, hoje é possível acessar e-mail, YouTube, diversas redes sociais e até acessar o Netflix do próprio controle do televisor.
Carros com conexão total
Os automóveis já oferecem experiências de conectividade, mas a expectativa é de que daqui há alguns anos, essa interação seja ainda mais forte, com tecnologias que prometem, por exemplo, câmeras no interior do veículos que reconhecem o rosto do motorista e só depois permitem o acesso.