Crédito rural atinge R$ 201 bi de desembolso em menos de um ano
O total das operações contratadas no período levou as fontes controladas (operações Oficiais de Crédito sob supervisão do governo) ao patamar dos 60%
Bastaram dez meses para a área de crédito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) liberar R$ 201,43 bilhões para produtores rurais e cooperativas. O valor corresponde a um crescimento de 12% em relação à safra anterior e foi medido de julho de 2020 até abril.
“Decorridos dez meses da safra 2020 – 2021, o valor das contratações de crédito rural continua com desempenho crescente. É sinal de que o orçamento programado vai ser executado”, diz o diretor de Crédito e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wilson Vaz de Araújo.
O Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra tem um acumulado de R$10,84 bilhões de operações de crédito da agroindústria e de aquisições de Cédulas de Produtor Rural – as chamadas CPRs. Esse resultado foi apurado entre julho e fevereiro.
Dá pra deduzir por que os investimentos feitos pelos produtores vêm chamando a atenção nesta safra. Em relação à safra passada, o empreendedor rural investiu 46% acima dos valores empregados na estrutura produtiva da safra passada, chegando a R$59,56 bilhões. Os empreendedores rurais estão mais voltados para o aumento da produção a partir do incremento na infraestrutura. O mercado de maquinário de qualidade e veículos, como trator àvenda, está entre os responsáveis por esse aquecimento.
A busca de um trator à venda em Minas Gerais, por exemplo, encontra diversas opções e permite fazer investimentos que devem se refletir em aumento da produção e do giro na economia local.
Quando o assunto é custeio, o crescimento registrado foi de 19% e representou R$102,46 bilhões. Pela primeira vez nesta safra, a comercialização ultrapassou R$ 18 bilhões (R$18,35 bilhões) e a industrialização atingiu R$10,22 bilhões, com crescimento equivalente a 4% em relação à safra passada.
O total das operações contratadas no período levou as fontes controladas (operações Oficiais de Crédito sob supervisão do governo) ao patamar dos 60%. Quase 100% das operações de crédito foram contratadas por meio dos programas de fomento à produção, como o Pronaf e o Pronamp. O resultado reafirma a prioridade do governo de diversificar as opções de acesso ao crédito rural aos pequenos e médios produtores.