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A Crítica
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Desenvolvimento sustentável na Amazônia é tema central de workshop em Manaus

Durante o encontro, pesquisadores destacam a necessidade de ação conjunta entre poder público, sociedade civil e iniciativa privada para que a floresta se desenvolva de forma renovável

Publicado em 28/06/2022 às 16h35
Desenvolvimento sustentável na Amazônia é tema central de workshop em Manaus
Foto: Síglia Souza/Embrapa

O desenvolvimento sustentável da Amazônia só será possível com a participação integrada do poder público, sociedade civil organizada e iniciativa privada. A ideia foi defendida pela pesquisadora da Embrapa, Christiane Amancio no workshop ‘Inovação Social: Contribuições dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Amazônia’. A programação do evento iniciou nesta terça-feira, 28, e vai até o dia 30 de junho na Inspetoria Laura Vicuña, bairro Petrópolis.

A pesquisadora afirmou que as organizações do estado são sim fundamentais no desenvolvimento e operação de políticas públicas e que é papel do estado garantir o bem estar da sociedade, mas que é necessário colaboração conjunta.

“Isso é uma convergência de várias iniciativas. Não será uma organização e não vai ser só alguém do que é público. Mas não é só o estado. É a sociedade fazendo sua parte e cobrando o estado. Também das instituições privadas de entender sua função social em uma determinada localidade. Sair da ideia e ir para a prática envolve uma sinergia desses 3 grandes entes. É um desafio”, destacou.

A mesa redonda deu início à programação e contou com a presença do professor da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) e da Universidade Federal do Amazonas, Henrique Pereira, a pesquisadora da Embrapa, Tatiana Sá e Christiane Amancio. 

Amâncio explica que a Inovação Social é aquela gerada a partir da interação entre os integrantes do ecossistema de inovação que tenham como premissa resolver problemas sociais e apresentar soluções que tenham sido localmente identificadas.

“A inovação Social acontece quando os usuários que são as comunidades em situação de vulnerabilidade, grupos sociais identificam os seus problemas e a partir da identificação dos problemas eles juntos com organizações do estado, privadas constroem alternativas para superar esses problemas”, contou.

“Aqui estamos mostrando as iniciativas que já existem e compartilhando isso. O que está dando certo, mas o que não está, também. Os desafios que vivemos para chegar até ali. Mostrar o percurso”, afirmou.

De acordo com o professor Henrique Pereira, a atuação da Universidade atua no monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para os municípios do Amazonas.

“Estamos criando também mecanismos para fortalecer as parcerias entre os agentes do sistema de inovação. Os projetos de extensão são mais uma oportunidade de fazer um contato com as organizações de base, produtores.

A pesquisadora da Embrapa no Pará, Tatiana Sá possui mais de 50 anos de experiência na Amazônia Oriental. Para a especialista, a participação dos agricultores em eventos como o workshop se dá junto ao relatório do que está sendo vendo nas instituições de pesquisa.

“As redes organizam o conhecimento da região e promovem espaços de construção coletiva do conhecimento. E buscando soluções para a Amazônia. Nós somos o retrato do Brasil. Vivemos uma impotência, um ataque violento tanto a questão do nosso patrimônio natural material e imaterial. Esse evento traz a percepção no seu todo”, finaliza.

Personagem: Maria do Socorro, agricultora familiar. Residente na margem direita do Lago do Babaçu, rio Arari, município de Itacoatiara.


Maria do Socorro é agricultora familiar e participou do encontro (Foto: Síglia Souza/Embrapa)

“As palestras que vi, na questão da agricultura, foram muito boas. A realidade é que o produtor produz, produz e produz mas nunca consome. É necessário que essas informações cheguem nessas pessoas. É preciso que se expanda esse trabalho nas comunidades.

Precisa ver as associações, cooperativas que estão ali para desenvolver esse trabalho porque é fundamental. Você vai dentro da agricultura ver os sistemas e aprender. O que eu faço para melhorar meu trabalho?

Ações como essas no interior podem despertar alguma coisa nas pessoas que não tem conhecimento ou oportunidade de estar aqui. Eles têm potencial, mas eles precisam de informação.

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