Em sessão híbrida, Roberto Cidade inicia mandato como presidente da Aleam
Cidade e a nova Mesa Diretora assumiram hoje o mandato que vale pelo biênio 2021-2022. O parlamentar pregou diálogo e união contra a pandemia
A nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) assumiu o mandato para o próximo biênio 2021-2022, durante uma sessão híbrida realizada na manhã de hoje (1º). Em seu primeiro discurso o novo presidente da casa, Roberto Cidade (PV) agradeceu ao seu ‘padrinho’, o agora 1° vice-presidente da ALE-AM, deputado Josué Neto (PRTB) afirmando que “sem Josué esse sonho não estaria acontecendo”.
Cidade está em seu primeiro mandato como deputado estadual e foi eleito para comandar o parlamento mediante uma manobra polêmica da oposição liderada pelo até então presidente da ALE-AM, Josué Neto. O episódio, reconhecido como a PEC do Miojo (Projeto de Emenda à Constituição), segundo a base governista seria inconstitucional. O caso chegou a ser debatido no Supremo Tribunal Federal (STF) e somente após o “crivo” da Justiça pôde sagrar a vitória.
Em seu discurso de posse, Roberto Cidade agradeceu os votos recebidos naquele dia 3 dezembro e firmou o compromisso de promover um diálogo com os demais parlamentares, principalmente, para criar medidas necessárias no combate à Covid-19 e responder aos anseios da sociedade amazonense.
“Serei sempre o Roberto Cidade que esteve aqui trabalhando, ouvindo, aprendendo muito, mas com certeza buscando o que é melhor pro nosso Estado e o que é melhor para essa casa”, conclamou o novo presidente.
Além de Cidade como presidente e Josué como 1° vice-presidente, a Mesa Diretora também será composta pelos 2° e 3° vice-presidentes Mayara Pinheiro (PP) e Adjunto Afonso (PDT). Os secretários: Álvaro Campelo (PP), Sinésio Campos (PT) e Fausto Júnior (PRTB). A ouvidoria continuará a cargo do deputado Luiz Felipe (Patriotas) e a corregedoria sob comando Professora Therezinha Ruiz (PSDB).
União
O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) marcou presença na sessão de forma virtual. Em sua fala ele ressaltou a renovação do comando da Casa e pediu união e o diálogo equilibrado para dar “as respostas que a sociedade precisa no combate à covid-19”.
Para o governador, os poderes precisam seguir uma única direção paea salvar a vida dos amazonenses, pois muitos aproveitaram a pandemia para “ganhar notoriedade”.
O vice
Josué Neto se despediu da presidência da Assembleia lembrando das dificuldades ao longo do seu mandato e admitindo os erros. Como benfeitorias ao Estado, ele resumiu como os principais tópicos durante a sua atuação como a CPI da Saúde, admissibilidade do processo de impeachment ao governador Wilson Lima e a aproximação da casa com o Governo Federal.
“A partir de agora o outro colega, deputado Roberto Cidade, vai, sem dúvida nenhuma, fazer um trabalho melhor do que eu fiz”, disse o parlamentar.
Em caixa, Josué Neto, deixará R$ 35.267 milhões para o próximo presidente e deve assumir em breve a cadeira de seu pai, Josué Filho, no Conselho do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM). Durante o seu comando foram pautadas 394 proposituras 30 sobre resoluções para a pandemia.
Presentes na sessão também estiveram o presidente do TCE-AM, Mario de Mello, defensor-geral do Estado, Ricardo Queiroz Paiva, Fabiano Afonso, diretor de comunicação e relações públicas da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), os presidentes da Associação Comercial do Amazonas (ACA) Jorge de Souza Lima, e da Câmara dos Dirigentes e Lojistas (CDL) Ralf Assayag, além dos prefeitos de Parintins, Bi Garcia e Jair Souto do Manaquiri.