Finalidade de ministério questionada
Na avaliação do senador Omar Aziz (PSD-AM), a criação do Ministério Extraordinário da Amazônia Legal não deve surtir efeito positivo para a região, uma vez que o posicionamento do presidente vai na contramão da preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. “Eu queria primeiro saber qual a finalidade deste ministério. É para se discutir as pautas que já vem sendo discutidas? Ou para dar emprego para alguém?”, disparou, mediante especulações de que general Eduardo Pazuello poderia comandar a pasta.
‘Mais um’ – “Criar um ministério com menos de dois anos de mandato para se discutir o que não foi feito até hoje não faz sentido. Seria uma atividade em que você dependeria de outros ministérios, como o do meio ambiente, infraestrutura, economia. Ministério por ministério não resolve o problema”, completou Omar Aziz.
Objetivo – O ministério, segundo indicativo do deputado federal Átila Lins (PP-AM), debateria os tipos de exploração econômica em terras indígenas, pavimentação e implantação de rodovias, apoio para a recuperação de áreas degradadas pelas atividades agropecuárias, setor elétrico, agrícola, além da Zona Franca de Manaus (ZFM).
Duras… – Mas o senador líder da bancada amazonense (Omar) fez duras críticas ao que já foi discutido sobre as pautas até hoje pelo Governo Federal. Ou melhor, sobre o que não foi discutido.
…críticas – “Temos um Governo Federal que nós sabemos muito bem o posicionamento. E sabemos também que um ministério, um ministro, segue aquilo que o chefe do Poder Executivo propõe. Nós temos um Conselho da Amazônia, presidido pelo vice-presidente da república, cujas ações não passam de reuniões. Eles fazem reunião para discutir a pauta da próxima reunião”, disparou o senador.
Despreparo… – Depois de anunciar como candidato para disputar as pré-eleições pelo PSDB para presidência da república, o ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto, participou de um debate, ontem, pelo canal d do Centro Preparatório Jurídico (CPJUR), sobre o despreparo dos gestores públicos no enfrentamento da Covid-19.
…na pandemia – Arthur, no entanto, quase não falou de sua atuação como prefeito de Manaus durante os meses de pandemia. O assunto da pauta foi debatido quase uma hora depois. Segundo ele, faltou comando nacional neste enfrentamento. “Quando você se elege prefeito, governador, por que o Ministério da Saúde não entrega todo o dinheiro que lhe cabe? E você é responsável por ele perante os órgãos de controle. Por que esse pinga-pinga?”, questionou.
Erro… – O deputado federal Zé Ricardo (PT-AM) encaminhou ao Ministério de Educação requerimento de informações sobre erros em transferências para os Estados de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) no valor de R$ 766 milhões.
…milionário – Segundo a Folha de S. Paulo e Jornal de Brasília, o erro ocorreu em janeiro de 2021, com a primeira parcela da complementação que a União faz ao fundo. De R$ 1,18 bilhão previsto, R$ 766 milhões foram repassados equivocadamente pelo FNDE para três Estados.. Por outro lado, R$ 383 milhões deixaram de ser pagos ao Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Pernambuco e Piauí.
Rio Negro Clube… – O empresário Sung Un Song, presidente da Digitron da Amazônia, confirmou que arrematou em leilão, a sede histórica do Atlético Rio Negro Clube, na Praça da Saudade, Centro de Manaus.