Habilidades comportamentais redefinem perfil profissional dos jovens
Empresas valorizam comunicação, proatividade e inteligência emocional na contratação de aprendizes e estagiários
As habilidades comportamentais, conhecidas como soft skills, têm ganhado cada vez mais espaço no mercado de trabalho e passaram a ser determinantes para a contratação e o crescimento profissional de jovens aprendizes e estagiários.
Em um cenário corporativo marcado por mudanças constantes, competências como comunicação, proatividade, inteligência emocional e capacidade de adaptação deixaram de ser apenas diferenciais e passaram a ocupar posição estratégica nas empresas.
De acordo com a supervisora do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) no Amazonas, Inaê Huppes, o interesse contínuo por aprendizado e a facilidade para lidar com novas demandas estão entre os atributos mais valorizados pelos empregadores.
Segundo ela, no início da trajetória profissional, a postura e o comportamento costumam influenciar diretamente a construção da imagem do jovem dentro das organizações. Características como responsabilidade, comprometimento, curiosidade e disposição para aprender são vistas de forma positiva e podem impulsionar o desenvolvimento na carreira.
Por outro lado, a falta de iniciativa, o desinteresse e a dificuldade em receber feedbacks ainda aparecem como desafios frequentes entre os jovens que ingressam no mercado.
“Muitos jovens, por insegurança ou medo de errar, acabam adotando uma postura passiva. No entanto, o mercado valoriza justamente o oposto: profissionais que buscam soluções, fazem perguntas e demonstram interesse genuíno em contribuir”, destaca Inaê.
A supervisora ressalta ainda que a comunicação eficaz é uma das competências mais estratégicas no ambiente corporativo. Jovens que conseguem se expressar com clareza, ouvir atentamente e alinhar expectativas com equipes e lideranças tendem a apresentar melhor desempenho e reduzir falhas operacionais.
Para Inaê Huppes, assumir o protagonismo da própria carreira é essencial para quem deseja se manter competitivo no mercado de trabalho. Isso envolve buscar qualificação constante, estar aberto ao aprendizado e compreender que o crescimento profissional é construído de forma gradual.
“Mais do que dominar ferramentas ou conteúdos técnicos, o desafio das novas gerações está em desenvolver habilidades humanas, aquelas que não podem ser automatizadas e que, cada vez mais, fazem a diferença no mundo do trabalho”, afirma.
Nesse contexto, o CIEE atua como ponte entre educação e mercado, oferecendo oportunidades de estágio e aprendizagem aliadas ao desenvolvimento técnico e comportamental dos jovens.
“O CIEE investe na formação integral desses jovens, com capacitação técnica e desenvolvimento de competências comportamentais. Nosso objetivo é prepará-los não apenas para o primeiro emprego, mas para uma trajetória profissional sustentável”, completa.