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Lula se diz ‘motivado’ a voltar a ser candidato a presidente do Brasil

Na Europa, o ex-presidente teve um encontro informal com o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, e com Joseph Stigliz, vencedor do Nobel de Economia.

Por AFP
Publicado em 15/11/2021 às 20h09 · Atualizado em 08/03/2022 às 21h33
Lula se diz ‘motivado’ a voltar a ser candidato a presidente do Brasil
Foto: Ricardo Suckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (15) em Bruxelas que está “preparado” e “motivado” para ser novamente candidato presidencial em 2022 e substituir Jair Bolsonaro, a que definiu como uma “cópia mal feita do [Donald] Trump”.

“Estou preparado, motivado e com saúde” para essa possibilidade, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Parlamento Europeu.

O ex-presidente disse que o Partido dos Trabalhadores (PT) “vai concorrer”, e reiterou que deverá decidir se entra ou não na disputa em fevereiro ou março do próximo ano. Até lá, destacou, o PT terá que decidir quem será seu candidato, além de definir sua eventual política de alianças para as eleições.

Lula, de 76 anos, não poupou crítica ao atual presidente brasileiro. “Se fosse uma cópia bem feita do Trump já era ruim, agora imagina uma cópia mal feita do Trump. O Bolsonaro não pensa, ele não tem ideia, ele não entende absolutamente de nada a não ser de falar bobagem”, declarou.

Em sua opinião, Bolsonaro “representa hoje uma peça importante na extrema direita fascista, nazista”. “O Brasil, na verdade, não merecia passar pelo que está passando”, acrescentou.

Na entrevista, Lula se comoveu ao relembrar a solidariedade que recebeu do Parlamento Europeu durante o período em que esteve preso, por um processo de corrupção que acabou sendo anulado por múltiplas irregularidades.

Lula aparece nas pesquisas como grande favorito para retornar ao Palácio do Planalto em todos os cenários.

Em Bruxelas, o ex-presidente teve um encontro informal com o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, e com Joseph Stigliz, vencedor do Nobel de Economia.

Ele também participou de um debate organizado pelo bloco dos social-democratas no Parlamento.

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