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Ministério Público pede que PF investigue chefe da Secom por corrupção

Polícia Federal pode apurar se o chefe da Secom cometeu crimes de corrupção passiva, peculato e advocacia administrativa ao realizar contratos supostamente ilegais

Por Reuters
Publicado em 29/01/2020 às 19h40 · Atualizado em 10/03/2022 às 20h22
Ministério Público pede que PF investigue chefe da Secom por corrupção
Foto: Reuters / Ricardo Moraes

A Procuradoria da República no Distrito Federal encaminhou um pedido para que a Polícia Federal abra um inquérito criminal para investigar o secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, por suspeitas envolvendo sua atuação à frente do cargo, afirmou à Reuters uma fonte com conhecimento direto do caso.

O MPF quer que a PF apure se o chefe da Secom cometeu crimes de corrupção passiva, peculato e advocacia administrativa, segundo a fonte.

A suspeita sobre o secretário refere-se a reportagens da Folha de S.Paulo que, entre outros casos, o acusou de supostamente receber, por meio de uma empresa da qual é sócio, pagamentos de emissoras de TV e agências de publicidade contratadas pelo governo.

Posteriormente, o presidente Jair Bolsonaro defendeu o secretário e disse que iria mantê-lo no cargo. Nesta terça-feira, Bolsonaro voltou a defender Wajngarten, mas admitiu que ele pode ser investigado.

“O MP recebe uma série de ações diariamente. Olha, vai ser dado o devido despacho por parte do MP. Despachando, desde que tenha um indicativo para investigar, vai ser investigado. Até o momento não vi nada de errado por parte do Fabio”, disse Bolsonaro a jornalistas.

Em nota, Wajngarten disse que o pedido do MPF à PF “é uma oportunidade para eu provar que não cometi qualquer irregularidade”.

“Não há qualquer relação entre a liberação de verbas publicitárias do governo e os contratos da minha empresa — da qual me afastei conforme a legislação determina — anteriores à minha nomeação para o cargo, como pode ser atestado em cartório”, afirmou.

“Qualquer interpretação afora essa realidade factual é notória perseguição de um veículo de comunicação, que não aceita a nova diretriz da Secom”, acrescentou, afirmando ainda que não aceitará “essa infame agressão à minha reputação pessoal e profissional. Lutarei e denunciarei essa covardia. A verdade prevalecerá!”.

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