Moro manifesta propostas para preservação da Amazônia com ‘agropecuária mais sustentável’
"A força do campo tem sido o trator decisivo para sustentar algum crescimento econômico no país", enfatizou o presidenciável
Pré-candidato a presidente da República, o ex-juiz federal Sérgio Moro (Podemos) manifestou suas propostas de governo para o que chamou de “desenvolvimento econômico e preservação da Amazônia”. Em um artigo publicado no site O Antagonista, Moro destacou um programa de vigilância de fronteiras, falou sobre agropecuária mais “sustentável”, porém, em nenhum momento, citou a bioeconomia – considerada por especialistas o futuro e chave para o desenvolvimento econômico da região.
O setor agropecuário é responsável pela maior parte do PIB brasileiro mas também foi, segundo dados contabilizados entre os anos 1985 e 2019 pelo projeto Mapbiomas, responsável por 90% da perda de vegetação natural do Brasil.
Mas ao que tudo indica, Moro pretende, caso eleito, continuar incentivando a agropecuária como impulsionador da economia. “O setor agropecuário faz bem a sua parte. Apesar da inflação ascendente e do dólar alto, que encarecem os insumos, a força do campo tem sido o trator decisivo para sustentar algum crescimento econômico no país”, enfatiza.
Para ele, muitos dos êxitos conquistados pelos agropecuaristas mediante a adoção de técnicas agrícolas produtivas e compatíveis com a preservação do meio ambiente, acabam sendo anulados por políticas ambientais erradas.”Erra-se a prática e o discurso. Em 2021, o desmatamento na Amazônia foi o maior dos últimos dez anos. Além disso, o enfraquecimento de agências como o ICMBio e o Ibama, pelo atual governo, tem incapacitado o Brasil de tomar medidas mais efetivas para coibir violações ao meio ambiente”.
Moro acredita que, com combate a práticas ilegais ambientais, o país poderá se desenvolver mais. Para o presidenciável, apenas promovendo o desenvolvimento sustentável, “o que o setor privado já faz” segundo ele, em conjunto com a repressão ao desmatamento ilegal, “o Brasil teria o jogo favorável para romper barreiras comerciais aos nossos produtos”.
Para que isso aconteça, ele sugere a implantação do ‘Vigia Verde’, programa de vigilância nas fronteiras que segundo ele teve “ótimos resultados no Ministério da Justiça”. “(é) um programa de vigilância nas fronteiras com o qual obtivemos ótimos resultados no Ministério da Justiça, e que agora pode estar a serviço do combate à destruição ilegal da floresta amazônica”.