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A Crítica
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‘Nossa expectativa foi atingida’, diz presidente da Alvorada após desfile

Mensagem em prol da inclusão empolgou o Sambódromo de Manaus e deixou agremiação confiante

Publicado em 23/02/2020 às 03h26 · Atualizado em 22/03/2022 às 17h50
‘Nossa expectativa foi atingida’, diz presidente da Alvorada após desfile
Foto: (Foto: Antônio Lima)

Clamando por respeito e igualdade, a Unidos do Alvorada encerrou o desfile na avenida do Samba por volta das 22h50. Com a temática de inclusão social, o presidente da agremiação, Joacy Castelo, afirma que a mensagem foi levada ao público da melhor maneira. ‘Oi, Eu Estou Aqui! Alvorada com Um Cromossomo a Mais Mostra que Ser Diferente é Normal’ foi o enredo escolhido pela escola.

“A expectativa foi atingida, acho que dobrou. Nunca pensei que os brincantes iam cantar tanto e o público também, alem de vibrar. Então, a mensagem foi passada, que nós temos que cuidar do próximo”, destacou o presidente, mais conhecido como ‘Jacaré’, ao avaliar a noite.

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Fechando o desfile, a última alegoria a entrar na avenida foi a que homenageou Tathi Piancastelly, escritora e atriz com Síndrome de Down, e a todos aqueles que lutam por igualdade e inclusão. “Nós gostamos do ser humano. A gente não exclui, é muita covardia alguém ter preconceito”.

A APRESENTAÇÃO

O desfile foi dividido em três atos: a emoção, o protesto e o despertar da conscientização da sociedade, estimulando a reflexão de que ser diferente é normal. Com o enredo trazendo na letra que nos olhos de Deus, somos todos iguais, a Unidos do Alvorada levou, na Comissão de Frente, a gênesis e a criação divina, o qual simboliza a vida. A ideia de que Deus modelou a forma humana e fez do homem a sua imagem e semelhança. O espetáculo de samba e inclusão aconteceu neste sábado (22), no Sambódromo, na Zona Centro-Oeste de Manaus.

Como segundo ato, enfatizou que a comunidade pede ‘Ordem e Progresso’. O protesto foi lançando para lembrar aqueles que estão à margem da sociedade, discriminados e amordaçados por um sistema que beneficia apenas uma parte da sociedade.Nessa temática, abordando os excluídos, o cadeirante e esportista Gilson de Lins Duarte, 34, comenta a importância de falar de inclusão. “A gente é muito descriminado. Todo mundo fala que a gente é cadeirante e não pode sair de casa, mas, muito pelo contrário, podemos curtir e festejar o Carnaval sim. O problema é que os locais que a gente quer ir não tem a acessibilidade adequada”, protestou.

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