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Operação da PF contra garimpo ilegal em Humaitá queima dragas e gera confronto com moradores

Ação federal no sul do Amazonas destruiu embarcações usadas na extração mineral e deixou clima de tensão na cidade; PF ainda não se pronunciou.

Publicado em 15/09/2025 às 14h13
Operação da PF contra garimpo ilegal em Humaitá queima dragas e gera confronto com moradores

Na manhã desta segunda-feira (15), uma operação conjunta da Polícia Federal, Força Nacional e Polícia Militar contra o garimpo ilegal provocou tensão e revolta entre moradores do município de Humaitá, no sul do Amazonas. A ação teve início por volta das 7h, com foco na destruição de dragas, que são balsas de grande porte utilizadas na extração mineral, localizadas na orla da cidade.

Segundo relatos de moradores, as embarcações estavam posicionadas em frente ao município e foram queimadas pelos agentes federais. A destruição ocorreu de forma intensa, atingindo diversas dragas que, segundo os residentes, representam o sustento de muitas famílias que dependem do extrativismo mineral.

A movimentação atraiu curiosos e garimpeiros, que se dirigiram à orla para tentar impedir a operação. A situação rapidamente evoluiu para confronto, com a Polícia Federal utilizando gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar a multidão. Moradores afirmam que o gás foi lançado próximo a residências, afetando inclusive crianças, como no caso de uma menina que teve os olhos irritados — imagem que circula entre os residentes como símbolo da indignação.

“Eles queimaram tudo sem aviso. As pessoas foram lá tentar salvar o que era delas e acabaram sendo atacadas. Jogaram gás perto de casa, tem criança sofrendo com isso”, disse um morador à reportagem.

A operação faz parte de uma série de ações federais para combater o garimpo ilegal na região do Rio Madeira, que tem causado sérios danos ambientais e sociais. No entanto, a população local afirma que não recebeu orientações ou alternativas econômicas e que o garimpo é a única fonte de renda de muitas famílias.

Até o momento, não há registro oficial de feridos, mas a situação segue sendo monitorada pelas autoridades. A Defensoria Pública já havia tentado impedir o uso de explosivos em operações anteriores, alegando que tais ações transformam a área em uma “zona de guerra”.

A Polícia Federal e demais órgãos envolvidos ainda não se manifestaram sobre o ocorrido.

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