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A Crítica
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Passista plus size surpreende na avenida do Samba em Manaus

A passista plus size está na função há 4 anos e conta que, no início, sofreu bastante preconceito por conta do peso e dá relação dele com o Carnaval mas que hoje em dia, não liga para as críticas

Publicado em 26/02/2017 às 06h12 · Atualizado em 11/03/2022 às 19h12
Passista plus size surpreende na avenida do Samba em Manaus

No G.R.E.S. Reino Unido da Liberdade, uma moça chama bastante atenção do público. Ela veio na última ala dá escola e surpreendia sobre o poder que exercia sobre si mesma e sobre as mulheres que a assistiam. A funcionária pública Kelly Araujo, 35, já não liga mais para os olhares tortos das pessoas sobre os seus 83 kg.

A passista plus size está na função há 4 anos e conta que, no início, sofreu bastante preconceito por conta do peso e dá relação dele com o Carnaval. “Há dois anos falaram pra mim que eu era uma botija de gás e que era pra eu ficar em casa. Fiquei triste mas abstrai, porque se eu cair no poço fica difícil de sair”, garante ela. Para o Carnaval, ela se prepara com aulas de zumba, street dance e malha para enrijecer os músculos.

Para Kelly, o preconceito sempre dará um jeito de chegar. A partir daí que ela defende: as pessoas precisam se aceitar e se amar. “Se eu pudesse sair nua na rua eu sairia”, coloca ela. Hoje ela se adora, mas ela explica que nem sempre foi assim. “Já cheguei a pensar que não estava tão bem”, reflete a passista.

Mas, para conseguir alinhar sua autoestima a sua saúde, Araujo destaca que precisou adequar a sua rotina. Ela, que já pesou mais de 90 kg, fez uma reeducação alimentar por conta do seu bem estar. “Estava com pressão alta, fui ao endocrinologista. E ao nutricionista também, adaptei o samba para minha melhora. Hoje em dia eu sou super saudável”, garante a funcionária pública que, quando está na avenida, esquece de tudo. “Temos os nossos problemas, nossas dividas, mas é uma magia arrepiadora. E eu falo para as mulheres gordinhas para não terem vergonha e enfrentar o preconceito. Tem que meter a cara, botar a fantasia e ir pra avenida mesmo, sem medo de ser feliz”.

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