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Planejamento pode ser a chave para crescimento profissional

Especialista explica que plano de carreira pode contribuir para crescimento nos negócios e bom funcionamento da empresa

Publicado em 14/05/2022 às 19h44
Mulher apontando para um gráfico verde com seta para cima, que indica crescimento
Foto: A Crítica

Em um cenário de instável onde se encontra o mundo dos negócios, a segurança financeira, a perspectiva em longo prazo e senso de pertencimento são objetivos perseguidos por todo profissional que decide formatar sua carreira dentro de uma organização. Isso contribui para que colaboradores se motivem a cumprir suas metas e dá às empresas oportunidade para desenvolver o plano de carreira.

“Hoje em dia o que faz com que uma empresa gere inovação, principalmente em seu processo de resultados, é a forma como as pessoas são geridas através disso. Toda empresa que tem visão de futuro e clareza em seus objetivos precisa investir no colaborador. É preciso ter as pessoas satisfeitas em seus postos de trabalho fazendo o que lhe agradam. Se é uma empresa que não tem gestão de benefícios, o colaborador vai se sentir insatisfeito”, explica a consultora e coach de carreira Rosana Galvão.

Para ela, não se trata apenas de um problema para o funcionário, mas para a própria empresa que pode acabar tendo seu serviço final prejudicado e no fim também o faturamento.

“Um colaborador insatisfeito no seu ambiente de trabalho, sem perspectivas de crescimento, com um gestor ou líder que ao invés de motivar e envolver espalha e tem uma visão limitada, acaba não entregando o seu trabalho com bons resultados. Isso diretamente no desenvolvimento da empresa e no faturamento dela. Quando a empresa tem esse plano definido e entende que gerir e trabalhar pessoas resulta em algo mais assertivo, você consegue melhor o ambiente e o faturamento”, explica.

Rosana conta que na maior parte das vezes que fez pesquisas de clima nas empresas, identificou erros recorrentes que muitos empresários comentem, e diz que o contrário do que muitos pensam a maior insatisfação não está no salário. “Muitos acham que nessas pesquisas os resultados mais altos vão ser a questão do dinheiro que acaba não sendo a maior reclamação, e sim a falta de reconhecimento. Às vezes o salário fica em 5° lugar”.

Ela ressalta que a maior dificuldade em implantar esse tipo de programa está em empresas familiares, principalmente naquelas muito antigas onde os donos fundaram ainda na juventude e não querem para estudar novas possibilidades. “Nas empresas da indústria há mais facilidade porque muitas já vêm com protocolo de processo formado. A gestão cultural dessas empresas já é muito bem organizada, pois isso está inserido na missão, visão, valores e é possível construir uma carreira”.

Para um bom funcionamento da empresa é necessário conquistar a confiança dos funcionários, afinal muitos sabem o que querem, estudam e se qualificam e não aceitarão menos do que merecem.  “Alguns podem até entrar pelo salário inicial, por uma precisão de momento, mas se esse colaborador encontrar outra oportunidade ele não pensará duas vezes em aceitar”, esclarece.

A especialista alerta: é preciso se qualificar também. Se você estiver preparado, estará com a oportunidade ofertada.

“É importante reconhecer também que não se pode confiar no tempo que você está em uma empresa ou do seu conhecimento de exercício daquela função para ser promovido. O próprio colaborador precisa buscar seus ideais e se qualificar se pretende ser mais do que já exerce para ser valorizado. É preciso questionar se o que você faz está sendo o suficiente,  se você conhece de fato o local que você trabalha, se você não está ocioso, se os seus valores estão conectados aquela empresa”.

 

 

 

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