Políticos e personalidades do Amazonas prestam homenagens a Mário Guerreiro
O empresário faleceu nesta quinta-feira (15), em Manaus. Guerreiro foi um dos pioneiros da industrialização do Amazonas
Amigos, políticos e demais personalidades do Amazonas lamentaram e perda prestaram homenagens ao empresário amazonense Mário Expedito Neves Guerreiro, que morreu na tarde desta quinta-feira (15), em Manaus. Guerreiro foi um dos pioneiros da industrialização do Amazonas, além de ter sido um dos 160 amazonenses a ir para a Itália na 2ª Guerra Mundial, sendo também um grande defensor da economia e Zona Franca de Manaus.
Grande amigo de sua família, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti-AM), Serafim Corrêa ressaltou em entrevista à reportagem de A CRÍTICA, o legado e grande contribuição de Guerreiro para a economia do Amazonas.
“Quero lamentar a perda do mais antigo advogado do estado do Amazonas. Ele possuía a OAB mais antiga do Amazonas e foi um empresário que esteve presente da linha de frente do pós-guerra. Ele combateu nos campos da Itália defendendo o Brasil e quando voltou foi fundamental na Brasiljuta na qual foi diretor por muitos anos. Foi empreendedor, esteve a frente da ACA, do CIEAM e da Fieam. Foi diretor do Banco do Estado do Amazonas e sempre defendeu as boas causas do Estado. Foi solidário nas crises e nas batalhas que a Zona Franca de Manaus travou. É uma perda pra o Estado. Depois de 100 anos ele continuava lúcido. Conversando com as pessoas. Ele era muito amigo do meu pai que já é falecido. Sentirei muito sua falta”, diz Serafim Corrêa, secretário da Sedecti-AM.
O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Bruno Pinheiro, também lamentou a perda de Guerreiro que durante muitos anos também presidiu a ACA.
“A Associação Comercial do Amazonas lamenta profundamente o falecimento do nosso estimado ex-presidente e membro do Conselho Superior, Mário Expedito Neves Guerreiro. Sua dedicação inigualável ao desenvolvimento do comércio e da indústria no Amazonas deixa um legado de integridade, trabalho árduo e visão. Neste momento de dor, expressamos nossas mais sinceras condolências à família e amigos. A memória de Mário Guerreiro continuará a inspirar todos nós”, declarou Pinheiro.
Outra autoridade que lamentou a perda foi Antonio Silva, presidente da FIEAM. Em nota, Silva destaco que Guerreiro irá poder “desancar após viver seus 104 anos muito bem vividos.”
“Nos despedimos de uma das mentes mais proeminentes do Amazonas. Símbolo de empreendedorismo e de vitalidade, Dr. Mário Guerreiro era também sinônimo de industrialização nos recônditos da Amazônia muito antes do programa Zona Franca de Manaus. Pioneiro na industrialização das fibras de juta e malva, com a criação da Brasiljuta, foi também responsável pela instalação do Hotel Amazonas, referência em qualidade por muitas décadas. Quem o teve em seu convívio tem a vívida imagem de um cidadão reto, comprometido, determinado e visionário. Seu exemplo inspirador nos enche de esperanças que há possibilidade de um desenvolvimento social e econômico justo e sustentável. A comunidade industrial lamenta a perda de um de seus mais importantes pilares e se solidariza com os seus familiares!”, pontuou Antonio Silva.
Em nota encaminhada à reportagem de A CRÍTICA, o CIEAM também prestou homenagens a Guerreiro que além de fundador foi um grande líder durante seus anos de direção.
“Mário Guerreiro foi muito mais que o fundador do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM); ele foi o arquiteto de uma visão que transcende as fronteiras institucionais. Com determinação e um compromisso inabalável com o desenvolvimento econômico e social do Norte do Brasil, Guerreiro plantou as sementes de um futuro próspero para a região, criando um espaço que seus associados podem, com orgulho, chamar de seu. O CIEAM, sob sua liderança, tornou-se muito mais do que uma simples organização. É um verdadeiro símbolo de perseverança, onde o diálogo e a cooperação florescem em prol de um propósito comum: fortalecer a indústria e garantir um desenvolvimento sustentável para as gerações futuras. A dedicação de Mário Guerreiro ao progresso da Amazônia deixa um legado que será lembrado e honrado por todos aqueles que seguem seus passos, continuando a construir sobre as bases sólidas que ele estabeleceu”, destacou em nota.
O diretor-executivo da PanAmazônia, Belisário Arce, também lamentou a morte do empresário. Em nota, a PanAmazônia destacou que, a partir de 2010, Mário tornou-se membro da associação e “contribuiu decisivamente para o fortalecimento e sucesso na nascente entidade”.
“Mário Guerreiro deixa um legado de dedicação, resiliência e contribuição inestimável para o desenvolvimento do Amazonas. Ele será lembrado não apenas como um líder empresarial, mas também como um cidadão exemplar que sempre lutou pelo progresso de sua terra. Neste momento de dor, nos solidarizamos com sua família, amigos e todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecer e conviver com Mário Guerreiro. Que sua memória inspire futuras gerações e seu exemplo de vida seja sempre lembrado com admiração e respeito”, destacou.