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A Crítica
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Presidente do Senado critica ‘abandono da Amazônia’ por parte do poder público brasileiro

Em meio ao desaparecimento de Bruno Pereira e Dom Phillips, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) destacou que o parlamento deve mobilizar leis e orçamento para que esse vazio seja preenchido

Publicado em 13/06/2022 às 15h43
Presidente do Senado critica ‘abandono da Amazônia’ por parte do poder público brasileiro

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) classificou como gravíssimos os relatos de abandono do Estado brasileiro na região amazônica e declarou que o parlamento deve mobilizar leis e orçamento para que esse vazio seja preenchido. 

A fala foi feita na manhã desta segunda-feira (13) durante a abertura da sessão plenária. Ao recordar das últimas atualizações sobre o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira na região da reserva indígena do Vale do Javari, Pacheco se solidarizou com as famílias e citou reportagens que têm evidenciado o domínio do crime organizado na região amazônica. 

“A reportagem vai mais além e identifica com muitos depoimentos, com muitos dados, com registros históricos um problema gravíssimo a vida naquela região no estado do Amazonas e, naturalmente, que isso também reflete em outros estados que compõem a floresta amazônica que é um problema gravíssimo de criminalidade organizada”, declarou Pacheco. 

Ele ainda completa o discurso lembrando que Bruno Araújo enquanto servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai) denunciou inúmeras violações dos direitos indígenas e crimes praticados no Vale do Javari. Rodrigo Pacheco se disse preocupado com a formação de um “Estado paralelo” criado nos locais onde as leis não alcançam. E propôs também a prioridade aos concursos públicos dos órgãos federais que atuam no controle dessas localidades.  

“Caso se confirme o fato deles terem sido eventualmente assassinados, essa é uma situação das mais graves do Brasil. Assim como nós já presenciamos promotores de Justiça no exercício da sua profissão sofrendo ameaças e alguns pagaram com a vida ou ainda magistrados julgando a criminalidade, prefeitos e até jornalistas que às vezes perdem a vida em função do seu mistério de denunciar e investigar. Tudo isso, para além do sentimento humano da vida que se perde no atentado desta natureza, há uma ofensa ao Estado brasileiro, há uma ofensa gravíssima a instituições e nós do Senado Federal não podemos tolerar essa atrocidade”, disse o senador.

Pacheco lembrou ainda que os crimes mais comuns tem sido relação ao tráfico de drogas e armas e desmatamento e garimpo ilegal, estes últimos, segundo ele, além de grave prejudica a imagem do Brasil perante o mundo. 

“Portanto, de fato, não por esse acontecimento apenas, mas por todo o contexto é que o estado paralelo que se impõe no lugar que infelizmente o estado brasileiro não consegue preencher suficientemente. Isso é motivo de alerta e de reação do Senado Federal”, completou

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