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A Crítica
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Privilégio de ser e ter o melhor pai do mundo

Num país com mais de 56 mil crianças sem a figura do pai com referência, e no Amazonas mais de 13 mil, há muitos pais que assumem a responsabilidade da paternidade para ser o melhor dos pais

Publicado em 14/08/2022 às 12h02
Privilégio de ser e ter o melhor pai do mundo
Foto: Jeiza Xavier/Freelancer

No país inteiro são 56.931 crianças que crescerão sem a figura paterna nos documentos e dentro de casa. Na Região Norte do país é onde se concentra o maior número de pais ausentes em relação ao total de registros (10%), seguida do Nordeste (7%), Centro-Oeste e Sudeste (6%) e Sul (5%). Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) e obtidos a partir do Portal da Transparência do Registro Civil.

Só no Amazonas, são mais de 13 mil crianças sem a presença de um pai nos dois últimos anos. O estado, assim como em todo país, enfrenta essa realidade por muitas gerações e quem não teve um pai presente na infância reconhece os traumas e dificuldades enfrentadas ao longo da vida. Um estudo feito pelo National Fatherhood Initiative descobriu que a ausência paterna gera problemas econômicos, sociais e prejudica a saúde física e mental de um indivíduo. Segundo a organização, os Estados Unidos gastam anualmente U$$ 100 bilhões em programas sociais para reduzir os impactos da ausência paterna. 

Além dos programas sociais que ajudam muitas mães chefes de família, há também aqueles que mudam o percurso da história de muitas crianças assumindo a  responsabilidade de pais ausentes e se tornam verdadeiros heróis. 
Na vida da pequena Emanuele, 6, foi exatamente assim. O motorista José Iran, 45, conta que quando a Manu chegou em casa com apenas 1 aninho, os desafios foram inúmeros, mas hoje nem consegue viver longe dela.

“Lembro como se fosse hoje, a primeira vez dela aqui em casa com um ano de idade, aquele olhar assustado, chorando, estava com uma rinite forte e um corrimento no ouvido. Cuidamos de cada detalhe para quem ela ficasse bem, ela foi se adaptando acompanhamos o crescimento dela, hoje com seis aninhos é o amor da minha vida e eu só quero poder ser o melhor pai para ela”, contou.

O pequeno Miguel da Costa Pinheiro, com apenas 11 dias de nascido já ensinou ao seu velho pai sobre ‘o que é o amor’. O papai de primeira viagem, Diego Pinheiro, 34, contou que chegada do Miguel mudou tudo que ele pensava sobre a vida e que em seus planos está o desejo de ser o melhor pai do mundo.


Papai de primeira viagem, Diego Pinheiro, 34, conta que a chegada do pequeno Miguel mudou tudo que ele pensava sobre a vida e que deseja ser o melhor pai do mundo (Foto: Jeiza Russo/Freelancer)

 

“Minha mãe sempre foi e é até foi meu pai, uma vez, que ele deixou a gente quando eu tinha 4 anos de idade. A chegada no Miguel, foi algo maravilhoso, ainda não sei descrever e definir com só uma palavra, mudou totalmente meu pensamento de como levar a vida, passei a ser mais cauteloso com minhas atitudes, mais cuidadoso com a mãe dele, mais protetor, to conhecendo o amor de verdade. Eu só quero ser para ele o melhor pai do mundo”, contou.

Para a psicologia é possível ser um bom pai mesmo não tendo exemplo em casa, mas para isso é preciso muito amor dedicação. A psicóloga Jessica Vieira explica como fazer isso:

“Algumas maneiras de mudar esses costumes é observando os comportamentos, se questionando como ser um pai melhor e mais presente, observando e fazendo diferente da sua criação. Conversar mais com os filhos, separar um momento para lazer faz toda diferença”, concluiu.

O papai José Iran faz essa diferença na vida da Manu, segundo a pequena, ela adora ter um pai para brincar.

“Obrigada papai por me amar e me ajudar em tudo. Ele sempre brinca comigo e essa é a parte que eu mais gosto. Te amo papai”, disse ela.

 

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