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Profissionais da saúde do Careiro Castanho cruzam os braços

A medida enérgica, segundo o sindicato dos Profissionais de Saúde (SindSaúde), é devido a falta de diálogo como o prefeito do município, Hamilton Villar.

Publicado em 12/12/2016 às 13h20 · Atualizado em 12/03/2022 às 19h28
Profissionais da saúde do Careiro Castanho cruzam os braços

Mais de 200 profissionais de saúde do município de Careiro Castanho (distante 102 quilômetros de Manaus) vão paralisar as atividades a partir de hoje. A medida enérgica, segundo o sindicato dos Profissionais de Saúde (SindSaúde), é devido a falta de diálogo como o prefeito do município, Hamilton Villar.

A delegada do Sindsaúde no município, Aldineia Pascoal, informou que a entidade Sindical chegou a protocolar um ofício para tentar uma aproximação com o prefeito desde novembro, mas até o momento, nenhuma resposta foi encaminhada aos profissionais.

Por causa da falta de conversa e, principalmente, devido às condições precárias pela qual a saúde municipal passa hoje, os profissionais, entre eles médicos, enfermeiros, técnicos entre outros, decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado. “A situação é tão crítica que nem água tem nas unidades de saúde. Também não estamos conseguindo coletar exames como o de HIV porque nem luvas de manipulação há para os profissionais”, afirmou Aldineia, que também é enfermeira no Careiro Castanho.

Ela explicou que a ausência de materiais básicos e até de medicamentos têm prejudicado os atendimentos e que a tendência é de que a situação fique ainda mais alarmante. “Já comunicamos a paralisação e vamos fazer o movimento conforme a legislação. A partir de segunda-feira, apenas 30% do efetivo vai estar funcionando”, afirmou.

Atualmente, Careiro Castanho possui 10 unidades de saúde para atender uma população de 32 mil habitantes.

Sem condições

Na semana passada, a reportagem de A CRÍTICA denunciou o descaso com saúde municipal. Além dos atrasos de pagamentos, os funcionários também falaram dos estoques de medicamentos esvaziados, da falta de materiais de higiene e uso pessoal e até da falta de combustível para as ambulâncias.

Segundo o SindSaúde, o problema vem se arrastando desde o inicio do ano mas ficou mais acentuado em outubro, após as eleições municipais, quando atual prefeito foi derrotado nas urnas.

A CRÍTICA tentou contato com o prefeito do Careiro, Hamilton Villar, e com o secretário de saúde do município, Marclei Barbosa, mas eles não foram localizados até o fechamento desta edição.

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