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Projeto Memória Olímpica é lançado em Salvador

Iniciativa busca reunir peças que contem as histórias do esporte olímpico brasileiro. Durante lançamento, o Memória Olímpica recebeu dois itens históricos de Servílio de Oliveira e Fofão

Publicado em 22/03/2022 às 10h27
Projeto Memória Olímpica é lançado em Salvador
Foto: Reprodução/Internet


O Comitê Olímpico do Brasil (COB) lançou o projeto ‘Memória Olímpica’, que tem como objetivo fortalecer a memória do esporte olímpico brasileiro, através da reunião de objetos que marcaram os Jogos e as conquistas de atletas brasileiros. E o acervo, que já conta com alguns materiais, recebeu a doação de itens de Servílio de Oliveira, ex-pugilista, e Fofão, ex-levantadora da Seleção Brasileira, durante o Congresso Olímpico Brasileiro, realizado no último domingo (20).

Responsável pela primeira medalha do boxe olímpico do Brasil, na Cidade do México (MEX), em 1968, Servílio doou ao acervo a camiseta e o calção utilizados na conquista do bronze, além dos certificados de recebimento de medalha e do cinquentenário do bronze histórico. Já Fofão doou a camisa que vestiu durante a campanha do ouro brasileiro de 2008, em Pequim (CHN).

Os objetos foram recebidos pelo diretor-geral do COB e campeão olímpico de 1992, em Barcelona (ESP), Rogério Sampaio, que mencionou o carinho com que serão tratados os itens: “Que responsabilidade receber esse material guardado por vocês por todos esses anos”, disse aos ex-atletas, antes de completar;

“Eles muito nos honram com a doação de objetos carregados de significados e de história, que serão imediatamente incorporados ao acervo da Memória Olímpica e tratados com muito carinho. Nosso objetivo é preservá-los e disponibilizá-los em exposições e outras iniciativas para que o público, principalmente crianças e jovens, conheçam as histórias”, disse Rogério, durante a cerimônia que marcou o recebimento dos objetos.

Acervo robusto
De acordo com a Gerente de Cultura e Valores Olímpicos do COB, Carolina Araújo, o acervo do Memória Olímpica já conta com 8 mil peças, que incluem coleção de medalhas de participação, mascotes, tochas olímpicas, cartazes e moedas que vêm desde a época da Grécia Antiga. Porém, nesta nova fase, o Comitê tem priorizado a história dos atletas brasileiros na competição.

A arrecadação de materiais começou nas Olimpíadas de Tóquio, armazenando itens como a touca de natação utilizada por Bruno Fratus, medalhista de bronze no 50 metros livres, a prancha de Ítalo Ferreira, ouro no surf, o boné de Rayssa Leal, prata no skate feminino, e o collant de Rebeca Andrade,  ouro no salto e prata no individual geral da ginástica artística.

“O Comitê Olímpico tem uma área de memória olímpica com um acervo robusto e esse projeto vem justamente para contar a nossa história e a história dos nossos atletas, através desta campanha generosa dos atletas que doaram as peças, que serão incorporadas ao acervo do COB e tratadas como peças de museu, com muito cuidado e profissionalismo”, explicou Carolina.

Os objetos são guardados em um local devido e, futuramente, deverão participar de exposições que ajudarão a contar a história do esporte olímpico do Brasil.

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