Terrenos já prontos poderiam virar parques municipais
Com pouco investimento a prefeitura pode transformar áreas degradadas em espaços para convivência dos moradores. Um destes locais é o terreno da fábrica Pritefisa, Tecelagem de Fios Sintéticos do Amazonas, no bairro Compensa, Zona Oeste, guarda um grande fragmento de floresta
Manaus tem uma série de locais ociosos que com pouco investimento do executivo municipal poderiam se transformar em parques públicos ou academias ao ar livre com real utilidade para a população.
O terreno da antiga fábrica Pritefisa, Tecelagem de Fios Sintéticos do Amazonas, no bairro Compensa, Zona Oeste, guarda um grande fragmento de floresta – com igarapé, buritizal e castanheiras – que poderia virar um parque com trilhas para caminhada e atender a população da Compensa, Vila da Prata e conjuntos habitacionais das adjacências. Hoje, parte da área é alugada para a própria Prefeitura de Manaus e abriga a Defesa Civil Municipal. No local, há castanheiras com mais de 50 anos e diversas árvores frutíferas. Há mais de 20 anos a fábrica fechou as portas.
Exemplo semelhante, que prova que a prefeitura pode fazer a intervenção, é o Parque Lagoa do Japiim, na Zona Sul, feito na gestão do ex-prefeito Serafim Correa (PSB). A área era particular, foi desapropriada pelo município e transformada em parque. O detalhe é que a mudança demandou pouco investimento e tempo, serve atualmente a população, mas não teve o projeto continuado na gestão Amazonino Mendes (PDT).
Intervenções consideradas simples nestes lugares, como as academias ao ar livre, custariam R$ 60 mil aos cofres do município, uma ninharia para uma prefeitura que trabalha com orçamento de mais de R$ 1 bilhão.
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