TJ-AM implanta sistema de ‘Processo Judicial Eletrônico’ em Iranduba
"O sistema atende a uma necessidade de unificar com segurança e racionalização os esforços dos tribunais", antecipou o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador João Simões
O Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) implantou, na manhã de hoje, em Iranduba (a 22 quilômetros de Manaus), o Processo Judicial eletrônico (PJe), o primeiro passo para aumentar a celeridade das demandas judiciais e da resolução dos conflitos.
“O sistema atende a uma necessidade de unificar com segurança e racionalização os esforços dos tribunais”, antecipou o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador João Simões, que em companhia do corregedor-geral de Justiça, Yedo Simões e do coordenador de TI, desembargador Paulo Lima, se deslocou à região metropolitana de Manaus para a digitalização do primeiro processo eletrônico com a nova ferramenta. A cerimônia também contou com a participação do prefeito do município, Nonato Lopes.
Durante a apresentação do PJe, o presidente João Simões destacou que a burocracia é um dos entraves para o cidadão ter acesso a uma Justiça rápida. Segundo números divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cerca de 70% do tempo de tramitação de um processo é perdido no “vai e vem de papéis” entre gabinetes, protocolos e cartórios.
Para eliminar essas movimentações desnecessárias, o CNJ desenvolveu com seus próprios técnicos o Processo Judicial eletrônico (PJe), sistema que vai integrar dados e unificar a tramitação de processos em todo o país.
Através do PJe, será criado o sistema nacional único de tráfego de dados judiciais. Desenvolvido por técnicos do CNJ, o sistema ficará à disposição dos tribunais, que não precisarão empenhar tempo nem dinheiro para manutenção de sistemas próprios – explicou o juiz auxiliar da presidência, Roberto Taketomi.
De acordo com o magistrado, daqui para a frente, as comarcas que quiserem manter seus próprios sistemas serão obrigadas a fazer com que eles se comuniquem com a plataforma criada pelo CNJ.
“No início de maio nós concluímos a implantação do processo eletrônico em todas as unidades da capital. O trabalho começou em 2006 e hoje nós vamos começar um novo trabalho, um novo ciclo, que é trazer o Processo Judicial Eletrônico (PJe) para o interior do estado. Iniciamos esse trabalho no interior com o Projudi que já está instalado em sete comarcas e tem se mostrado eficiente”, informou Taketomi.