‘Vai ter que explicar 600 mil mortes’, diz Ramos sobre Bolsonaro em 2022
Vice-presidente da Câmara é, hoje, um dos principais opositores de Bolsonaro no Congresso Nacional e deve seguir assim nas eleições de 2022
Vice-presidente da Câmara, o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) voltou a dar indicações que pode deixar o Partido Liberal caso Bolsonaro se filie à sigla. Ele destacou ser um profundo desconforto dividir o mesmo partido com o governo federal, a quem ele tem sido forte crítico pelo comportamento na pandemia.
“A grande dificuldade que ele [Bolsonaro] vai ter que explicar é as 600 mil mortes pela irresponsabilidade no trato da pandemia, os 15 milhões de brasileiros desempregados e 20 milhões com fome”, disse o deputado amazonense à CNN Brasil, nesta terça-feira (9).
Questionado sobre sua possível saída do Partido Liberal, ele não deixou claro se já tem uma decisão. Mas adiantou não ter como negar ser “um profundo constrangimento dividir o mesmo partido com o presidente Bolsonaro”.
À reportagem de A CRÍTICA, Marcelo Ramos disse esperar a oficialização da entrada de Bolsonaro no partido para se manifestar sobre sua possível saída do PL.
Palanque contrário
O vice-presidente da Câmara é, hoje, um dos principais opositores de Bolsonaro no Congresso Nacional e deve seguir assim nas eleições de 2022. Foi o que disse no programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda.
“Eu não estarei no palanque com ele [Bolsonaro]. Mesmo que ele não se filiasse no PL, mas se o PL o apoiasse, eu não estaria no palanque dele, mas em outro palanque”, disse Ramos.