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Wilker Barreto retira requerimento de criação da CPI da Pandemia

Ele pediu que os deputados que depositaram assinaturas para a criação da CPI da Pandemia assinem o requerimento de criação da CPI da Asfixia, que está a três assinaturas da instalação

Publicado em 08/07/2021 às 15h16 · Atualizado em 09/03/2022 às 01h54
Wilker Barreto retira requerimento de criação da CPI da Pandemia
Foto: Reprodução / Internet

O líder da minoria na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) anunciou na manhã desta quinta-feira (8), que retirou o requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia apresentado há quatro meses pelo deputado oposicionista Dermilson Chagas (Podemos), coassinado por Barreto.

Wilker Barreto pediu que os deputados que depositaram assinaturas para a criação da CPI da Pandemia assinem o requerimento de criação da CPI da Asfixia proposta pelo deputado estadual delegado Péricles (PSL) nesta terça-feira (8).

“Para ajudar os colegas governistas a decidirem sobre a CPI (da Asfixia), eu e o Dermilson estamos retirando a CPI da Pandemia. Quero aqui agradecer os deputados que assinaram a primeira CPI que tinha muito mais itens, tinha sete itens de investigação. Proponho já que não concordaram com os sete itens de investigação propostos por nós que possam contribuir”, afirmou.

Um dos parlamentares que assinaram a CPI da Pandemia, o deputado Ricardo Nicolau (PSD) adiantou que vai assinar o requerimento de criação da CPI da Asfixia ainda hoje e vai apresentar outro requerimento para ampliar o escopo de atuação da proposta de CPI de Péricles.

Nicolau, que é um dos proprietários da rede de hospitais particulares Samel, quer apurar possíveis omissões no atendimento de pacientes de covid-19 em hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Manaus.

“Estou também entrando com um requerimento para poder avançar no esclarecimento da questão médica, da questão hospitalar do Amazonas que fizeram do Amazonas o campeão mundial de letalidade. Também para entender o motivo da demora da transferência de pacientes de uma UPA ou de um SPA”, explicou Nicolau.

A CPI da Asfixia está a duas assinaturas da instalação. Caso as oito assinaturas sejam alcançadas, o presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (PV), vai ler o requerimento para instalação da comissão de investigação. Já assinaram a favor da implantação da CPI os seguintes deputados: Delegado Péricles (PSL), Serafim Correa (PSB), Sinésio Campos (PT), Serafim Corrêa (PSB), Wilker Barreto (Podemos), Dermilson Chagas (Podemos) e Ricardo Nicolau (PSD).

Já a CPI da Pandemia do Senado que foi instalada após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tinha como escopo único a investigação da falta de oxigênio em Manaus. Contudo, após pressão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) ampliou e incluiu na investigação o suposto desvio de verbas públicas federais para o combate à pandemia.

A CPI da Pandemia estava a uma assinatura da instalação, no entanto, ontem o deputado Fausto Junior (MDB) retirou a assinatura do requerimento. Junior argumentou que não se pode ter duas CPIs ao mesmo tempo e sugeriu que o Dermilson Chagas entrasse num consenso com Péricles.

A mãe de Fausto Júnior, a conselheira Yara Lins do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) foi acusada pelo senador Omar Aziz (PSD), durante depoimento de Junior na CPI do Senado de receber supostos benefícios para o filho (relator da CPI da Saúde da ALEAM) não ter indiciado o governador Wilson Lima (PSC).

Na semana passada, Yara obteve uma liminar em mandado de segurança que impede a CPI da Covid-19 do Senado de quebrar os seus sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático.

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