‘A greve é pelo ensino público gratuito e universal para todos’, diz José Ricardo
Sobre a reforma da Previdência, o deputado petista acredita que ela penaliza o trabalhador que está próximo de se aposentar exigindo mais tempo de contribuição
Para o deputado federal José Ricardo (PT), as mobilizações nacionais da greve geral desta sexta-feira (14) também são em protesto ao direito à educação e ao acesso de todos ao ensino público superior.
“O ministro da economia, Paulo Guedes, não esconde o olhar privatista. A esposa dele é ligada a instituições de ensino privado. Quanto mais sucateado o ensino público de educação, as pessoas tendem a buscar outras alternativas. É uma forma de favorecer a privatização do ensino superior. O ministro anterior da educação dizia que a universidade pública seria só para a elite. A greve é pelo ensino público gratuito e universal para todos”, declarou o parlamentar.
A diretora da Associação dos Docentes da Ufam (Adua) e professora do Instituto de Ciências Biológicas, Ana Lucia Gomes, criticou a retirada de investimentos no ensino público e a destinação para o ensino privado com o financiamento de programas, por exemplo, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Na avaliação do parlamentar, a reforma da previdência penaliza o trabalhador que está próximo de se aposentar exigindo mais tempo de contribuição, e o cumprimento de regras de transição e pedágio, e as novas gerações que irão ingressar no mercado de trabalho com um horizonte maior para se aposentar. “A reação tem que ser essa, de questionar”, disse.
De acordo com o deputado federal e ex-professor universitário de economia, os cortes não se restringem à educação. Áreas como habitação, saneamento e a construção civil também tiveram recursos bloqueados pelo governo federal.
Ele citou entre outras ameaças a exploração desenfreada das riquezas naturais e a privatização de empresas públicas como a Infraero, Correios, Bancos Públicos (Basa, Banco do Brasil e Caixa Econômica), refinarias de petróleo e concessionárias de energia, ameaçando programas como o Luz para Todos. “A greve também é contra medidas que atentam contra a soberania nacional. Vender patrimônio público e entregar para os estrangeiros é um atentado à soberania do País”, disse.
O parlamentar anunciou que irá participar do grande ato da greve geral programado para as 15h desta sexta-feira na Praça da Saudade, no Centro.