Deputado tira licença após acusação de conflito de interesses
Segundo o deputado Ricardo Nicolau, a licença não remunerada é por interesses particulares
O deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD) informou na manhã desta segunda-feira (14), que vai tirar licença de 60 dias das atividades parlamentares na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM). O informe foi dado durante a sessão plenária virtual da Casa legislativa.
Segundo o deputado, a licença não remunerada é por interesses particulares a fim de assumir a direção da rede de hospitais particulares da Samel. Nicolau reclamou que é acusado de “desvio de função” por estar 24h à frente dos esforços contra o novo coronavírus desempenhados pela Samel.
“Vou pedir licença por 60 dias por interesse particular e ficarei apenas como diretor da Samel e como diretor vou poder desenvolver melhor os trabalhos no hospital de campanha (erguido em parceria entre a Prefeitura de Manaus e a própria Samel). Vou ser mais útil para sociedade”, sustentou.
Nicolau disse que neste momento “não faz política” e que “arrisca a vida da família” para no fim das contas ser ameaçado de “desvio de função”.
“Aqui não tem política, tô arriscando a minha vida, vida da minha família para trabalhar, para ajudar a população, e aí vem pessoas ainda querendo prejudicar o nosso trabalho dizendo que vamos ser processado por desvio de função. Que processem!”, protestou o deputado.
O pedido de licença do deputado ainda deve ser submetido por escrito à mesa diretora da Assembleia.
Hospital de Campanha
Na quarta-feira (4), a Prefeitura de Manaus anunciou a criação de um hospital de campanha que terá capacidade de até 144 leitos para atender pacientes com casos de Covid-19, causada pelo novo coronavírus.
A unidade, que será gerida pelo Grupo Samel, foi inaugurada na noite deste domingo (12) no Centro Integrado Municipal de Educação (Cime) do Lago Azul, zona Norte.
A Prefeitura de Manaus e o Grupo Samel estudam as adaptações necessárias e a contratação de profissionais de saúde. A estimativa é de que sejam chamados 15 médicos, 72 técnicos de enfermagem e 72 enfermeiros, por plantão.