Manaus sáb, 31 out
A Crítica
Manaus

Governo do AM endurece medidas e fecha atividades não essenciais

Wilson Lima destacou que não pretende adotar lockdown na capital, mas sim um 'equilíbrio' para o funcionamento mínimo da economia

Publicado em 23/12/2020 às 17h30 · Atualizado em 22/03/2022 às 16h44
Governo do AM endurece medidas e fecha atividades não essenciais
Foto: Diego Peres/Secom

O governador Wilson Lima (PSC) anunciou, nesta quarta-feira (23), um novo decreto com medidas sanitárias para conter o avanço da Covid-19 durante as festas de fim de ano no Amazonas. Entre as medidas, que entram em vigor no sábado (26) e vigorar até o dia 10 de janeiro, está o fechamento de atividades não essenciais, como adiantou .

Durante coletiva na sede do governo, Wilson destacou que não pretende adotar lockdown na capital, mas sim um “equilíbrio” para o funcionamento mínimo da economia. “São decisões que nós não queríamos tomar, mas que são necessárias”, ressaltou. O texto do decreto deve ser publicado no Diário Oficial do Estado dos próximos dias.

Pelo decreto, estabelecimentos não essenciais devem funcionar por drive-thru ou delivery, até as 21h; eventos e reuniões comemorativas estão suspensos; feiras e mercados funcionaram em horário ainda a definir.

Hotéis continuam abertos, mas os restaurantes atenderão apenas os hóspedes. Os serviços públicos estarão fechados. Já os serviços intermunicipais estão mantidos, mas o transporte deverá ocorrer com capacidade reduzida. A indústria também permanecerá em funcionamento.

Segundo ele, a partir do decreto, as forças de segurança ficam autorizadas a apreender equipamentos de som, iluminação, decoração e bebidas alcoólicas usadas em festas clandestinas.

Wilson defendeu que as medidas são uma tentativa de resguardar a população após as festa de fim de ano e conter o crescimento dos números de internações, que já estão próximos ao limite de capacidade.

Apesar de pontuar que as medidas foram decididas em conjunto com os demais Poderes e representates do comércio, da indústria e da sociedade civil, Wilson aproveitou para fazer críticas à administração municipal.

“Nós tivemos um grande problema aqui na capital por conta da ausência da prefeitura. Todas as capitais brasileiras assumiram suas responsabilidades de estabelecerem medidas restritivas e recomendações, ao contrário da prefeitura de Manaus, que não fez uma ação sequer efetiva”, avaliou.

*Colaborou Giovanna Marinho