Manaus seg, 2 nov
A Crítica
Manaus

Parte de ossada humana é encontrada na praia da Ponta Negra

Suspeita é que seja o rastante de uma ossada encontrada no mesmo local no dia 7 deste mês, que pode ser do estudante Rayner Vinicius da Silva Gonçalves, de 15 anos, desaparecido em 2018

Publicado em 17/10/2019 às 01h19 · Atualizado em 22/03/2022 às 18h22
Parte de ossada humana é encontrada na praia da Ponta Negra
Foto: Divulgação

Parte de uma ossada humana foi encontrada por banhistas na tarde desta quarta-feira (16) na praia da Ponta Negra, localizada na Avenida Coronel Teixeira, Zona Oeste de Manaus. Segundo a polícia, a suspeita é que seja o restante de uma ossada encontrada no mesmo local no dia 7 deste mês, que possivelmente seria do estudante Rayner Vinicius da Silva Gonçalves, de 15 anos, desaparecido no dia 16 de dezembro de 2018 no local.

De acordo com a base do Corpo de Bombeiros (CBMAM) localizada na praia, os restos mortais estavam a um metro fora da água. Uma equipe de guarda-vidas foi acionada e constatou a veracidade da informação. O Instituo Médico Legal (IML) foi acionado e fez a remoção dos restos mortais.

>>> Leia mais: Mãe de jovem desaparecido relembra caso após reconhecer roupa de filho em ossada

No dia 9 deste mês, a mãe do adolescente, Maria Antônia, informou ao jornal A Crítica que suspeita de que seja a ossada do filho desparecido no ano de 2018, que sumiu ao sair de casa e ir até a praia caminhar.

A suspeita surgiu após ela identificar alguns pertences do garoto junto à ossada encontrada. Um laudo de DNA, que sairá em 30 dias, deve comprovar se são os restos mortais ou não do garoto.

Entenda o caso

O jovem foi visto pela última vez após deixar a casa onde mora, no bairro Lírio do Vale, Zona Oeste de Manaus, e ter informado a mãe de que iria até a praia caminhar. Um dia após o desaparecimento, Maria ligou para o celular do filho, que foi atendido por uma venezuelana. A mulher falou que o adolescente teria morrido afogado e que encontrou o aparelho e os pertences dele jogados na praia.

Com ajuda da população, a polícia fez a divulgação do retrato falado da venezuelana e a identificou como Rusbelys Yilferlyn Borrero Farias, de 23 anos.

Na ocasião, os policiais conseguiram identificar outras quatro pessoas que afirmavam ter visto o adolescente na Ponta Negra, que passaram a contribuir com informações. Porém, o caso ainda é um mistério para a Polícia Civil, que não conseguiu desvendar o que aconteceu naquele dia e por qual motivo os pertences do adolescente estariam com venezuelanos.