A Farmácia do Futuro
Por Humberto Figliuolo, farmacêutico
Com certeza ela se encontra em nossa Floresta. O que falta? É a iniciativa de criá-la. O Amazonas com seus expressivos fatores potenciais: território extenso, subsolo rico, reservas florestais ainda disponíveis, são, em parte, anulados pela singularidade do processo nacional.
A criação da Farmácia do Futuro, seria a concretização do sonho dos cientistas Djalma da Cunha Batista e Manoel Basto Lira, personalidades de maior expressão da inteligência humana, dois gigantes da ciência e da saúde, que deslumbravam a cura que vem do verde Vamos despertar esse sonho com a concretização de um projeto auto-sustentável para a implantação da Farmácia do Futuro, em curto prazo de tempo.
A cura que vem do verde. Renasce em todo o mundo o interesse pelos medicamentos fitoterápicos, o consumo de plantas para fins terapêuticos. A sabedoria milenar acerca da utilização das plantas medicinais está vencendo poderosas barreiras políticas, econômicas e até mesmo culturais.
A cada dia acelera-se a corrida natural, até então postergada pela ênfase química.
A indústria Farmacêutica absorve a maior parte dessas matérias primas, utilizando-as na preparação de extratos e outras formas farmacêuticas (galênicas) simples e no isolamento de constituintes quimicamente puros e farmacologicamente ativos.
Contudo, mesmo nos paises industrializados aumentou também o consumo de plantas medicinais “em natureza” destinada à preparação caseira de infusos.
O interesse crescente pelas substâncias de origem natural tem contribuído para incentivar a investigação cientifica relativa à medicina tradicional.
A partir dos anos 80, a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a incentivar a “Medicina Tradicional” principalmente devido aos altos custos dos medicamentos industrializados. O interesse de produzir medicamentos derivados de plantas sobre os mesmos critérios científicos utilizados na produção das drogas químicas e com apresentações semelhantes, são medicamentos igualmente eficientes, menos onerosos e com menor efeito colateral. A explosão da medicina verde.
Paises como Estados Unidos, Canadá e todo o Mercado Comum Europeu registraram neste período um acréscimo de milhões de adeptos, entre eles os profissionais de saúde, para à medicina alternativa. A revalorização do uso de plantas medicinais é uma reação lógica ao abuso do uso indiscriminado de produtos químicos e substâncias sintéticas. Mas é também uma questão econômica, de uma única planta podem-se obter muitos princípios ativos.
Com a criação da política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, por meio do Decreto Presidencial n° 5.813 de 2006, o Brasil, dono da maior diversidade genética do mundo com 55 mil espécies vegetais conhecidas e um patrimônio imaterial relacionado às plantas medicinais dos mais abrangentes pela confluência de vários sistemas etnofarmacológicos. Quando iremos assumir papel de destaque no cenário mundial?
Hoje é impraticável descartar o uso das substâncias puras nos casos avançados de determinadas patologias. Mas as ervas e as terapias daquela época também evoluíram à luz da ciência. Estão desaparecendo as garrafadas, as porções milagrosas que curam tudo. Hoje informações são relevantes deste a plantação orgânica (com qualidade) a farmacodinâmica, utilização tradicional e pesquisas para utilização das plantas medicinais. Por esta ração é cada vez maior o contingente de pacientes que procuram profissionais que prescrevam medicamentos fitoterápicos.
Que essas informações possam incentivar o uso responsável, sustentável e irreversível do reino vegetal como principal fonte de novos agentes terapêuticos para humanidade.
Por que não criar a Universidade de Manaus com a finalidade de incentivar a investigação cientifica relativa à medicina tradicional (A Farmácia do Futuro)? Uma nova Manaus com aspetos tecnológicos no cenário brasileiro com o uso de plantas medicinais sem fraudes, misturas de plantas, contaminação diversas, para uso continuado na saúde publica.