Manaus sáb, 17 out
A Crítica
Opinião

Assaltos em ônibus e a falta de resposta

Crescem os registros de ocorrências com pessoas feridas e ou mortas nessa modalidade de crime

Publicado em 14/07/2022 às 08h31
Assaltos em ônibus e a falta de resposta
Foto: Arquivo A CRÍTICA

O número de assaltos realizados em transporte coletivo não para de crescer em Manaus. Dados apresentados pela mídia, a parti de registros oficiais, indicam 14 assaltos por dia na cidade nas últimas semanas, por sua vez, passageiros e trabalhadores de ônibus relatam sensações de insegurança e instabilidade emocional com a situação a que estão sujeitos a qualquer hora e em qualquer linha desse tipo de transporte.

Na Universidade Federal do Amazonas, estudantes que formam a maior parcela de usuários de ônibus, servidores técnicos-administrativos e professores se sentem igualmente inseguros a cada viagem para ir e vir ao campus. A área interna da universidade vem sendo um dos endereços recorrentes de assaltos quer dentro dos ônibus ou nas paradas ao longo das estradas que ligam o setor Sul ao Norte. A comunidade universitária pede reforço ao sistema de segurança interno envolvendo os meios de transporte que trafegam naquela área.

Os usuários de ônibus moradores de bairros mais distantes há muito são vítimas desse tipo de ação criminosa e clamam por socorro para que lhes seja garantido o direito e de ir vir. A velocidade com que cresceu a prática de assaltos em ônibus de passageiros na capital aponta para a necessidade de os governos estadual e municipal revisarem as ações de segurança ora utilizadas e reforçarem, com o apoio da tecnologia, os suportes de proteção das pessoas.

Crescem os registros de ocorrências com pessoas feridas e ou mortas nessa modalidade de crime. Ou seja, é fácil assaltar pessoas que viajam em transporte coletivo na cidade, um tipo de conduta que aliada a outros ataques expõem o grau de insegurança em que vive a população local. Não menos grave é a quantidade expressiva de assaltos por motociclistas armados que a qualquer momento sacam as armas e fazem reféns e vítimas fatais nos pontos de ônibus, em frente às residências, durante o caminhar das pessoas que passam a conviver com o medo permanente.

A percepção pública é que falta um plano estratégico para enfrentar os bandos que atuam em Manaus e nos limites da Região Metropolitana. Enfrentar essa realidade pede aos governantes e demais representantes dos poderes constituídos tratar da questão com urgência e importância que deve ter.