Atendimento médico gera insatisfação popular
O HPS João Lúcio, responsável por mais de 7 mil atendimentos/mês, é uma das unidades alvo da insatisfação dos pacientes
O atendimento na área de saúde em Manaus gera críticas e desabafos desesperados de pacientes e de familiares. O hospital e pronto-socorro João Lúcio Pereira Machado, na Zona Leste, responsável por mais de 7 mil atendimentos/mês, é uma das unidades alvo da insatisfação da clientela tendo os pontos nevrálgicos a demora no atendimento e o não atendimento por falta de profissionais médicos.
No ano passado, o governo estadual anunciou recursos no valor de R$ 2,5 milhões para a reforma e a revitalização do “Dr. João Lúcio”, o que pode representar este ano significativa melhoria na unidade e nos serviços que ela oferece. Em 2024, de acordo com dados oficiais, foram realizados 70.314 atendimentos, o que demonstra a demanda com a qual lida o hospital.
Outras críticas são sobre o funcionamento precário de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBS). Algumas dessas unidades não conseguem responder ao volume de pessoas em busca de atendimento de diversas ordens. Faltam profissionais e equipamentos, e a insegurança pública também aparece como um dos problemas graves. Em alguns bairros, esses espaços são literalmente atacados por grupos de narcotraficantes que impõem as regras de funcionamento e outros submetidos por roubos frequentes.
Há profissionais da saúde que passaram pela experiência de roubos ou de assaltos nessas unidades e convivem com sequelas, por vezes, severas que irão impactar na qualidade do atendimento feito.
A capital, com mais de 2, 063 milhões de habitantes (IBGE) não dispõe de uma rede municipal em saúde que possa contribuir com o sistema e a humanização no atendimento. A Unidade de Saúde da Família (USF), inaugurada no dia 7 de fevereiro, no bairro Compensa possui, de acordo com informações da Secretaria Municipal da Saúde (Semsa), capacidade para 30 mil atendimentos. É um passo dado numa área sensível que exige ser ampliada e ter a garantia dos atendimentos efetivos diante da carga de sofrimento da população usuária.
A proposta de construção do hospital municipal, um dos compromissos de campanha do prefeito David Almeida, é bem-vinda e muito aguardada por aqueles que fazem romarias diárias para conseguir atendimento médico. Um projeto pronto do hospital-dia já divulgado em dezembro do ano passado e a estimativa de custos da obra é de R$ 15 milhões. A previsão de Almeida é concluir a obra até o final deste ano.