Manaus sáb, 17 out
A Crítica
Opinião

Calor intenso pede mais atenção pública

Em cidades dos Estados Unidos, o calor e a poluição provocam adoecimentos e mortes.

Publicado em 01/08/2023 às 12h48
Calor intenso pede mais atenção pública
Foto: Agência Brasil

As condições de vida estão agravadas na maioria das regiões do mundo em decorrência dos efeitos mais agudos das mudanças climáticas. A mídia mostra, há algumas semanas, cidades onde moradores sofrem com o frio intenso e outras com onda de calor literalmente insuportável e incêndios que no caso do Canadá já consumiram uma área de 77,9 mil quilômetros quadrados o que corresponde a 50 vezes o tamanho do Estado de São Paulo. É um quadro trágico.

Em cidades dos Estados Unidos, o calor e a poluição provocam adoecimentos e mortes. No ano passado as mortes foram provocadas por tempestades de inverno. No Brasil, as chuvas, tempestades e deslizamentos  provocaram mais de 500 mortes e milhares de pessoas ficaram desabrigadas, muitas permanecem nessa condição até hoje.

Algumas cidades do Brasil, como Manaus, vivem nesse período, situações de alerta diante da temperatura elevada e da falta de pontos de refúgios públicos para prevenir problemas de desidratação, agravamento de doenças crônicas, fadiga e mal-estar. Igualmente promover nas diferentes zonas da capital ações de cuidado com o outro, principalmente os vulneráveis, e do autocuidado. Nesse item, é preciso atenção do poder público, pois, o problema tende a continuar e a ser agravado. 

É preciso estudar ou acessar as pesquisas sobre as condições climáticas no Amazonas e trabalhar com seriedade as projeções feitas para as cidades que aparecem em situação de alerta. Em Manaus, por exemplo, há determinados horários do dia que uma série de atividades deveria ter o horário de realização alterado como cuidado da saúde.

Igualmente acompanhar os resultados dessa mudança tanto por parte das pessoas envolvidas nessas ações/trabalho quanto a entrega dos serviços que a elas compete.
Na adoção do horário de verão, em nome da economia de energia, os brasileiros foram levados a iniciar jornada mais cedo. O mecanismo mostra que quando há vontade política arranjos legais e legítimos podem ser feitos. O que falta é incluir na pauta as consequências dos meses mais quentes na vida das pessoas, dos que estudam e dos que trabalham em diferentes áreas, algumas com muitas horas em ambiente externo.

Ainda é expressiva a parcela de crianças e adolescentes que para alcançar a escola deve percorrer distâncias significativas sob o sol, em caminhos feitos de poeira e buracos. 
Não há prejuízo em adequar e incentivar condições estáveis para o trabalho humano. O que falta é perceber o que está acontecendo e encaminhar soluções saudáveis. O outro aspecto nessa questão é levar a sério as mudanças climáticas.