Crédito para o desenvolvimento
Em 2020, não devem faltar recursos para projetos de desenvolvimento na região Norte. O Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) divulgou o montante disponível para empreendedores de todos os portes e segmentos na região: R$ 9,9 bilhões. O Banco da Amazônia, instituição financeiras que opera o fundo, acerta ao disponibilizar recursos para programas voltados a áreas que são gargalos ao desenvolvimento regional, como infraestrutura e o crédito rural.
Além das linhas tradicionais do FNO, o banco está lançando dois novos programas de financiamento: o FNO MPO, que contará com R$ 9,93 milhões para fomentar o microcrédito urbano e rural; e o FNO Infra, que conta com R$ 3,44 bilhões disponíveis para projetos de infraestrutura, indispensáveis para superar os eternos problemas de logística da região, além de estrutura elétrica e saneamento básico. O detalhe é que o próprio banco prevê projetos resultantes de Parcerias Público Privadas (PPP).
O plano de investimentos do banco se alinha às expectativas positivas do mercado, que projeta retomada do crescimento econômico em 2020, uma tendência que deve ser potencializada na região com a oferta de crédito para empreendedores. Contudo, alguns ajustes ainda se fazem necessários.
Há alguns anos, gestores públicos se queixavam da burocracia exagerada para ter seus projetos aprovados, o que, frequentemente, inviabilizava as iniciativas. Por essa razão, uma parcela significativa dos recursos disponíveis no FNO simplesmente não era utilizada, permanecia nos cofres do banco, sem se transformar em trabalho e desenvolvimento para a região. Isso em um cenário delicado, com carência de investimentos. O agente financeiro projeta crescimento de 2,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2020, sendo que o Norte deve crescer mais: 5%.
Na atual gestão do fundo, a promessa é de análise rápida e liberação simplificada, sem abrir mão dos mecanismos de controle indispensáveis à boa administração. O real alcance das medidas simplificadoras implementadas pela instituição financeira só serão avaliados na prática ao longo do próximo ano, mas o simples reconhecimento de que havia entraves dessa natureza dificultando as operações já é um aceno positivo muito bem visto pelo empresariado.