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A Crítica
Opinião

Crianças são as maiores vítimas dos conflitos

Os indicadores de 2025 tendem a apresentar situação pior em decorrência da continuidade dos conflitos, da construção de guerra envolvendo outros países, como é o caso do Irã, e na crescente escassez de alimentos.

Publicado em 21/06/2025 às 09h37
Crianças são as maiores vítimas dos conflitos
Foto: AFP

A violação dos direitos fundamentais de vida de crianças em países em conflito ou guerra cresceu 25% no ano passado na comparação com igual período de 2023.

Os indicadores de 2025 tendem a apresentar situação pior em decorrência da continuidade dos conflitos, da construção de guerra envolvendo outros países, como é o caso do Irã, e na crescente escassez de alimentos.

Lançado pela Organização das Nações Unidas (ONU), na quarta-feira, 19 de junho, o relatório “22.495 Gritos Assustadores: Crianças Afetadas por Conflitos Sofreram Excessivas Violações Graves em 2024” foi lançado pela ONU como um alerta à sociedade global.

O que a mídia apresenta, mesmo em recortes, é a postura dos governos e grupos conflituosos ou em guerra de banalização da vida de crianças, de idosos e de mulheres. Um aspecto que passa a ser ignorado e os atos de violação naturalizados. Importa cada vez menos assegurar proteção e salvaguarda aos civis e aos segmentos mais vulneráveis.

No documento da ONU, são citados mortes, mutilação e crianças sofrendo com fome, vítimas de estupros e outros crimes como os casos de níveis mais elevados de violações contra crianças. Na relação de países com práticas de violação dessa população estão, de acordo com a ONU, Israel, Territórios Palestinos incluindo a Faixa de Gaza, República Democrática do Congo, Somália, Nigéria e Haiti.

Na classificação de “níveis penosos de violência”, o relatório contabiliza 41.370 incidentes. A ONU aponta que em três décadas, esse é o maior número de registro de violações graves contra crianças em conflitos armados desde o início do mandato sobre Crianças e Conflitos Armados.

Um aspecto positivo que o documento apresenta é o de 16,5 mil crianças que antes estavam associadas a forças ou grupos armados receberam proteção ou apoio para serem reintegradas ao longo de 2024. O número refere-se às crianças de países que integram a agenda da ONU sobre crianças e conflitos armados. No total, foram libertadas, desde o ano de 2005, 200 mil crianças.

No geral, políticas de proteção a crianças e idosos têm sido deixadas de lado ou sequer foram implementadas. A condução de programas globais/nacional/local que assegurem os direitos das crianças está afetada pelos conflitos e as guerras sendo em muitos casos paralisadas, o que deixa essas pessoas a mercê dos eventos belicosos.

A comunidade internacional pode tornar a pauta da proteção das crianças uma demanda presente em todos os espaços.