Manaus seg, 2 nov
A Crítica
Opinião

É preciso garantir segurança pública

O estudante de comunicação Marco Castro foi assassinado durante uma festa na última sexta-feira (7)

Publicado em 10/10/2023 às 10h08
É preciso garantir segurança pública
Foto: Reprodução

Familiares, amigos e colegas estudantes clamam por justiça por Marco Castro, 20 anos, assassinato, a bala, na noite de sexta-feira (7), na comunidade Raio do Sol, Zona Norte de Manaus. Aluno do 5º período do curso de Relações Públicas da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Marco é mais um dos jovens mortos no Estado do Amazonas sem que essas mortes sejam esclarecidas e autores e mandantes punidos.

Na manhã de segunda-feira (9), estudantes do curso de Relações Públicas pediram apoio de outros estudantes da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) para ajudar a manter a memória de Marcos viva e disseram que um dos caminhos é denunciar e reivindicar que se faça justiça. Quem matou o universitário é a pergunta sem resposta. Amigos do jovem apontam agentes da Polícia Militar como os que fizeram os disparos e a PM, de acordo com as primeiras informações divulgadas, nega que policiais tenham feito os disparos e informa ter encontrado o estudante já baleado.

A relação do Amazonas com mortes violentas é demonstrada em diferentes indicadores que monitoram a área da Segurança Pública. Este ano, segundo o Índice Nacional de Homicídios, na Região Norte, o Amazonas é o segundo estado com a taxa mais alta de mortes – 305, no primeiro semestre. Parcela expressiva dos homicídios é de jovens.

A sociedade, os governos e as instituições são conclamadas a uma ação que mobilize todas as forças comprometidas com a vida e com outro futuro para crianças, adolescentes e jovens. Morrer da forma como muitos estão sendo mortos demonstra a inércia na garantia dos direitos dessas pessoas e a naturalização da morte juvenil. O que não é. Trata-se de um sintoma grave das condições de realização da segurança pública.
Marcos Castro estava próximo de concluir um curso universitário, de realizar alguns dos seus sonhos.

A dor por essa morte não é dor dos pais, familiares e amigos, é um sinal da banalização da vida e de um destino imposto aos jovens. Impedir a continuidade dessa ação passa pelo justo esclarecimento desse assassinato e o posicionamento de políticas fortes no Amazonas em favor da juventude, o que envolve a segurança e demais áreas. Caso contrário, nos dias seguintes, outras mortes de outros jovens, de adolescentes e de crianças serão notícias e nada ocorrerá para mudar as estatísticas dos homicídios em nível estadual.