Eleições e a UFAM nos próximos quatro anos
A Universidade Federal do Amazonas faz uma caminhada de 116 anos, completados em 17 de janeiro, marcada por avanços e estagnação.
No dia 7 de abril, a comunidade universitária da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), irá decidir quem irá administrar a instituição pelos próximos quatro anos (2025-2029). Cinco chapas disputam o cargo de reitor e a responsabilidade de representar os interesses diretos de mais de 30 mil pessoas entre técnico-administrativos e marítimos, estudantes e professores. A eleição será online.
O debate entre os candidatos a reitor e vice, realizado no dia 21, no auditório “Eulálio Chaves” possibilitou à comunidade da UFAM e a sociedade amazonense conhecer um pouco mais das propostas das cinco chapas. Questões antigas com as quais as administrações da universidade lidam foram retomadas no contexto atual e mostraram uma linha de proximidade entre os programas das chapas.
A existência de cinco candidaturas para a Reitoria da UFAM é vista por uma parcela de professores como surpresa – “por que tantos estão interessados no cargo?” – perguntam. No geral, é visto como positivo o movimento construído para chegar à montagem das cinco chapas e as mobilizações dos candidatos e das candidatas e de seus apoiadores na busca dos votos da comunidade universitária.
A Universidade Federal do Amazonas faz uma caminhada de 116 anos, completados em 17 de janeiro, marcada por avanços e estagnação. Ampliou o número de cursos graduação, são 80 e de vagas, 1.905 (dados da Proeg/2025). São mais de 30 cursos de mestrados acadêmicos, cinco mestrados profissionais e 14 doutorados. Em programas de rede, associada a outras instituições em nível regional e nacional, foram instituídos oito programas (dados da Propesp), além de atividades de extensão em diferentes modalidades, programas e projetos.
Falta à UFAM responder com maior robustez as iniciativas para atender as demandas apresentadas pelos indígenas cuja presença na instituição é rarefeita e desigual, bem como dos negros e quilombolas. Embora exista legislação que assegura o acesso à universidade, a permanência de estudantes indígenas, negros e quilombolas é difícil por falta de apoio efetivo para que possam permanecer na instituição. Ao mesmo tempo, a universidade não possui uma política institucional que, por exemplo, contemple o ingresso e manutenção dos indígenas, do conhecimento que trazem. Mesmo no campus universitário não há na estrutura uma identidade que demonstre o compromisso e o respeito aos povos indígenas do Estado que tem o maior número de etnias.