Manaus dom, 18 out
A Crítica
Opinião

Em busca de sinergia

Publicado em 11/11/2020 às 10h44 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h30
Em busca de sinergia

Os desafios da Zona Franca de Manaus, que já eram enormes, tendem a crescer ainda mais com a alta do desemprego interno, as incertezas sobre a recuperação econômica e a recessão na Argentina – um dos principais parceiros comerciais do País -, entre outros fatores. A atual gestão da Suframa, órgão responsável pela administração do modelo incentivado amazonense, acerta ao buscar sinergia entre indústrias, governos regionais e demais órgãos que atuam com foco no desenvolvimento regional, como é o caso da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), e do Banco da Amazônia (Basa).

Foi o que se viu na reunião realizada ontem na sede da Suframa, com participação dos dirigentes desses órgãos já citados, além de representantes de diversas entidades de classe da indústria, do comércio, da agropecuária e do setor de serviços da região. Sinergia foi uma palavra muito usada no encontro, algo tão essencial e estranhamente tão negligenciado até hoje por governos e instituições regionais. Quando se trata de questões relacionadas à Amazônia, com toda a complexidade a ela inerente, é indispensável que as ações e projetos de entidades como Suframa, Sudam e Basa estejam em sintonia uns com os outros.

Foi por falta de harmonia no planejamento interinstitucional que temos um Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) até hoje subutilizado. É esta sintonia que almejam os atuais superintendentes da Suframa, Algacir Polsin, da Sudam, Louise Caroline Campos, e o presidente do Banco da Amazônia, Valdecir Tose. A iniciativa dos dirigentes é bastante válida, mas não pode ficar apenas na intenção. A implementação de tal sinergia entre as instituições não é algo de simples execução, exigindo esforço, persistência, além da própria vontade política do governo federal, cujo guarda-chuva abriga tais órgãos. 

A aproximação entre dirigentes e técnicos dos diferentes órgãos é um primeiro passo essencial, mas outros devem ser dados para verificar possibilidades de parcerias e ações conjuntas. O caminho até resultados práticos é longo, mas o primeiro passo já foi dado. A sociedade espera que a caminhada continue e que logo a Amazônia consiga colher os frutos do trabalho articulado entre as instituições.