Emergência climática
A crise climática foi um dos pontos cruciais apontados pelo presidente Lula na Organização das Nações Unidas (ONU)
Por mais inacreditável que pareça, há uma parcela da população mundial que resiste em aceitar que o planeta passa por um processo acelerado de aquecimento. Mesmo em Manaus, há quem negue tal fenômeno, invocando motivos diversos, como ceticismo científico, conspiração internacional e até convicções religiosas. Porém, é importante ressaltar que a esmagadora maioria dos cientistas e especialistas em climatologia concorda que o aquecimento global é real, causado principalmente pela atividade humana, e representa uma ameaça séria para o planeta. As evidências científicas para o aquecimento global são vastas e incluem observações de aumento das temperaturas globais, derretimento de geleiras, aumento do nível do mar e mudanças nos padrões climáticos.
Políticas e ações para mitigar o problema são amplamente promovidas, com base na ciência estabelecida sobre o assunto. A negação do aquecimento global é frequentemente vista como uma posição que vai contra o consenso científico e é criticada por retardar os esforços para enfrentar a questão. A crise climática foi um dos pontos cruciais apontados pelo presidente Lula na Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira, como uma das questões fundamentais da atualidade, ao lado da desigualdade.
Sobre o enfrentamento da crise, é necessário encarar uma questão central: quando as nações se viram diante da necessidade de reduzir as emissões de carbono, em vez de tomarem providências imediatas para a efetiva redução de tais emissões em seus respectivos territórios, viram aí uma possibilidade econômica; criaram um mercado de carbono, no qual as nações que não querem reduzir suas próprias emissões compram “créditos” de quem consegue implementar medidas eficazes.
Parecia uma boa ideia, considerando que muitos países desenvolvidos não podem, de uma hora para outra, mudar a própria matriz energética. Mas não está dando certo. É fato que o aquecimento está ocorrendo em ritmo muito mais acelerado que o inicialmente previsto. Pessoas já estão morrendo em decorrência do calor em várias partes do mundo, desastres naturais vêm ocorrendo com frequência cada vez mais assustadora, ceifando vidas em todo o planeta. O mundo inteiro precisa rediscutir com seriedade e compromisso a estratégia de enfrentamento da crise climática.