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A Crítica
Opinião

Febre aftosa ficou no passado

Os pecuaristas brasileiros não precisam mais vacinar seus rebanhos contra febre aftosa e o País agora é reconhecido como livre da doença.

Publicado em 30/05/2025 às 08h53
Febre aftosa ficou no passado
Foto: Agência Brasil

A obtenção do status internacional livre de febre aftosa sem vacinação por parte do Amazonas é um marco histórico para o Estado e também para o País, que, agora, conta com status sanitário unificado.

Os pecuaristas brasileiros não precisam mais vacinar seus rebanhos contra febre aftosa e o País agora é reconhecido como livre da doença.

Os produtores amazonenses esperam pela mudança de status há mais de 20 anos, quando foi detectado o primeiro foco de febre aftosa no município de Careiro da Várzea. Foi o início de um enfrentamento que passou pela estruturação da defesa agropecuária no Estado, inicialmente nas dependências do Idam, depois com a extinta Codesav e, há 13 anos, com a criação da Adaf.

Com o novo status, o Amazonas, principalmente os municípios do Sul, que detêm mais de 60% do rebanho bovino, poderão exportar carne para outras unidades da Federação e até para o exterior.

Desde o ano passado, quando a vacinação foi encerrada, os produtores não precisam mais comprar vacinas para imunizar os animais, o que representava um custo a mais na produção.

Agora, com o status sanitário unificado em todo o País, a expectativa é que a pecuária brasileira cresça ainda mais, ampliando exportações para todo o mundo.

Atualmente, o Brasil produz quase 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano, atrás apenas dos Estados Unidos, que ainda é o maior produtor mundial com mais de 12 toneladas.

Com o selo “Livre de Aftosa”, a tendência é que novos mercados se abram para a carne brasileira, impulsionando ainda mais a pecuária nacional.

Vale ressaltar, porém, que o Amazonas, assim como os demais Estados, continuará com as ações de vigilância e controle sanitário do rebanho.

Para a manutenção do status sanitário, é indispensável o fortalecimento do Serviço Veterinário Oficial, inclusive com contratação de veterinários e treinamento de profissionais.

O Amazonas conta, hoje, com um rebanho que supera 2,7 milhões de cabeças de gado, e tem o desafio de mostrar ao País e ao mundo que é possível desenvolver a pecuária sem causar desmatamento e outros danos à floresta.

Poder público e setor privado não podem atuar em oposição mútua, mas em colaboração para encontrar soluções inteligentes que proporcionem resultados positivos.