Febre aftosa ficou no passado
Os pecuaristas brasileiros não precisam mais vacinar seus rebanhos contra febre aftosa e o País agora é reconhecido como livre da doença.
A obtenção do status internacional livre de febre aftosa sem vacinação por parte do Amazonas é um marco histórico para o Estado e também para o País, que, agora, conta com status sanitário unificado.
Os pecuaristas brasileiros não precisam mais vacinar seus rebanhos contra febre aftosa e o País agora é reconhecido como livre da doença.
Os produtores amazonenses esperam pela mudança de status há mais de 20 anos, quando foi detectado o primeiro foco de febre aftosa no município de Careiro da Várzea. Foi o início de um enfrentamento que passou pela estruturação da defesa agropecuária no Estado, inicialmente nas dependências do Idam, depois com a extinta Codesav e, há 13 anos, com a criação da Adaf.
Com o novo status, o Amazonas, principalmente os municípios do Sul, que detêm mais de 60% do rebanho bovino, poderão exportar carne para outras unidades da Federação e até para o exterior.
Desde o ano passado, quando a vacinação foi encerrada, os produtores não precisam mais comprar vacinas para imunizar os animais, o que representava um custo a mais na produção.
Agora, com o status sanitário unificado em todo o País, a expectativa é que a pecuária brasileira cresça ainda mais, ampliando exportações para todo o mundo.
Atualmente, o Brasil produz quase 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano, atrás apenas dos Estados Unidos, que ainda é o maior produtor mundial com mais de 12 toneladas.
Com o selo “Livre de Aftosa”, a tendência é que novos mercados se abram para a carne brasileira, impulsionando ainda mais a pecuária nacional.
Vale ressaltar, porém, que o Amazonas, assim como os demais Estados, continuará com as ações de vigilância e controle sanitário do rebanho.
Para a manutenção do status sanitário, é indispensável o fortalecimento do Serviço Veterinário Oficial, inclusive com contratação de veterinários e treinamento de profissionais.
O Amazonas conta, hoje, com um rebanho que supera 2,7 milhões de cabeças de gado, e tem o desafio de mostrar ao País e ao mundo que é possível desenvolver a pecuária sem causar desmatamento e outros danos à floresta.
Poder público e setor privado não podem atuar em oposição mútua, mas em colaboração para encontrar soluções inteligentes que proporcionem resultados positivos.