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A Crítica
Opinião

Festas juninas e os meios de transporte

A disposição em aumentar o número de viagens e transportar o maior contingente de passageiros tem sido um dos recursos recorrentes submetendo todos a riscos reais de acidentes

Publicado em 13/06/2023 às 10h41
Festas juninas e os meios de transporte
Foto: Arquivo A CRÍTICA

O transporte de passageiros por barco neste período do ano se intensiva, notadamente no percurso Manaus/Parintins/Manaus. A disposição em aumentar o número de viagens e transportar o maior contingente de passageiros tem sido um dos recursos recorrentes submetendo todos a riscos reais de acidentes.

As festas nos demais municípios amazonenses atraem o interesses de familiares e visitantes para reviverem e conhecerem aspectos únicos das brincadeiras juninas. É um espaço positivo, saudável e gerador de bons resultados se trabalhado com a atenção e a responsabilidade devidas: todos, os que chegam e os que moram no local, podem se beneficiar com uma das feições mais bonitas da cultura popular brasileira.

Parintins historicamente reúne fluxo intenso de turistas nacionais e internacionais. Além do transporte aéreo, com preço mais elevado e destinado a uma parcela da sociedade que dispõe de poder aquisitivo para bancar o valor, é o transporte fluvial o meio mais acessado por seguir uma tabela de preços e de condições de viagem com diversas alternativas que possibilitam aos que estão dispostos a ir à ilha do folclore se ajustarem de acordo com os seus recursos disponíveis.

A fiscalização quanto a quantidade de passageiros e carga transportadores, as condições da embarcação são fundamentais. Também é importante campanhas de conscientização do público usuário para que o projeto de uma grande diversão não se transforme em sofrimento. Outro aspecto a ser considerado pelo setor de monitoramento e de fiscalização é o dos pontos de paradas ao longo do percurso que podem servir para burlar a legislação com aumento do número dos passageiros e da carga além da capacidade prevista.

São os passageiros, além da responsabilidade legal dos proprietários das embarcações e das equipes envolvidas nesse translado, que poderão ser o terceiro olho para que a viagem siga dentro da normalidade. Ao final, o que a maioria quer mesmo é ver as pessoas viajando com segurança, conhecendo ou revivendo as festas de junho dentro do clima de alegria, descontração e de respeito, o que implica na tomada de posição, de um lado do conjunto de autoridades responsáveis nos âmbitos municipal, estadual e federal e, de outros, da sociedade. 

As brincadeiras não são passaporte para agredir, transgredir e explorar as pessoas e sim brincar, viver a cultura junina de cada lugar.