Final feliz para a novela Distrito Industrial?
Ao que tudo indica, finalmente as ruas do Distrito Industrial de Manaus serão asfaltadas. Pleito antigo das lideranças empresariais do Estado e motivo de muita reclamação, a buraqueira deve começar a ser resolvida com o início das obras ainda no primeiro semestre, logo que for concluído o processo licitatório conduzido pela Prefeitura de Manaus para contratação das empresas que ficarão responsáveis pelas obras.
O dinheiro – R$ 150 milhões oriundos de emenda parlamentar no orçamento da União – já está disponível para a Prefeitura destinar ao projeto. A espera é tanta que os industriais ainda duvidam. Caberá à Suframa a fiscalização dos trabalhos. Esperamos que até o início das obras o novo superintendente da autarquia já tenha sido nomeado pelo governo federal. Certamente, as entidades ligadas à classe empresarial também vão acompanhar com muita atenção cada etapa do projeto de revitalização do Distrito.
Isso é muito importante, uma vez que a história recente nos mostra que a qualidade do asfalto usado pela Prefeitura nem sempre é das melhores. Além disso, o próprio processo licitatório em andamento precisa ser acompanhado de perto para que a lisura e transparência sejam asseguradas e que as empresas vencedoras sejam escolhidas por critérios técnicos adequados.
De qualquer forma, o fato de termos os recursos assegurados e a licitação em andamento já representa importante vitória. Pode ser o capítulo final de uma novela que se arrasta há mais de uma década. Enquanto Estado e Prefeitura brigavam para decidir a quem cabia a responsabilidade pela manutenção das ruas do Distrito, as vias se deterioravam até chegar à insustentável situação atual.
O estado deplorável das vias do Distrito Industrial é algo difícil de compreender. O Amazonas gastou mais de um bilhão para construir uma ponte, e outros tantos milhões para erguer um estádio, mas deixa que o Distrito Industrial, motor da economia do Estado, responsável pela maior parte do Produto Interno Bruto do Amazonas, tem ruas literalmente intrafegáveis. É um contrassenso. Cansados de esperar, anos atrás as entidades empresariais resolveram arregaçar as mangas e chamar a responsabilidade para si. Foram engolidas pela burocracia e as obras não andaram. Agora tem que ser diferente. É hora de virar essa página de uma vez por todas.