NFTs em áreas do AM na mira do MPF
A venda de NFTs correspondentes a áreas de floresta foi relatada ao MPF por lideranças do povo indígena Apurinã
O Ministério Público Federal acionou a empresa Nemus, que vende tokens não fungíveis (NFTs) de áreas de floresta nos municípios de Pauini, no sul do AM, para que apresente os títulos de propriedade das terras que alegam possuir na região. A empresa deverá também, no prazo de 15 dias, esclarecer sobre os projetos noticiados na internet e o tipo de exploração que pretende realizar na região de Pauini, apresentando eventual documento, autorização pela Fundação Nacional do Índio ou outro órgão público para atuação na área.
Sem esclarecimentos — A venda de NFTs correspondentes a áreas de floresta foi relatada ao MPF por lideranças do povo indígena Apurinã, que ocupa tradicionalmente o território indígena reivindicado Baixo Seruini/Baixo Tumiã. De acordo com as lideranças Apurinã, pessoas da empresa entregaram uma placa para as aldeias, com escritos em inglês, e solicitaram aos indígenas, que mal sabem ler, assinaturas em documentos sem os esclarecimentos quanto ao conteúdo e nem fornecimento de cópia.
Pra federal – Inicialmente pré-candidato a deputado estadual, o vereador David Reis foi confirmado como concorrente do partido Avante à Câmara dos Deputados pelo Amazonas. A confirmação aconteceu durante a convenção nacional da sigla, em Belo Horizonte (MG), que também confirmou André Janones como candidato a presidente do Brasil.
Sem força – O anúncio sinaliza que ele deve abrir espaço para que seu pai, Sabá Reis, concorra a deputado estadual. Até então, Sabá estava de “stand-by” para concorrer como candidato vice-governador na chapa de Wilson Lima (União). O sinal público é de que Sabá perdeu força na disputa interna e está fora do páreo na disputa pelo posto.
E o impeachment? – Pré-candidato a governador com apoio da federação PT-PCdoB-PV, o senador Eduardo Braga (MDB) foi questionado no último sábado sobre a relação com a legenda comunista após ter votado pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), de quem foi ministro, em 2016.
Dobradinha – A resposta dele remonta o histórico de alianças que teve com o partido no Amazonas. À coluna, Braga lembrou que tem uma relação com o PCdoB desde 1998, quando a sigla participou da coligação “Frente Ampla Reage, Amazonas” capitaneada por Braga na disputa pelo governo contra o então governador Amazonino Mendes, que acabou reeleito. O emedebista relembrou ainda a aliança em 2010, quando ele e Vanessa Grazziotin foram eleitos para o Senado.
Não atrapalha – O deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM) afirmou que sua relação de proximidade com o governador Wilson Lima não será problema dentro do partido, que realiza hoje sua convenção e ainda não definiu apoio a nenhum candidato ao Governo do Estado.
Tendência – O PSD terá chapa apenas para deputado federal, com nove nomes na disputa, e senador, com Omar Aziz, que preside o partido no Amazonas, buscando a reeleição. Há uma tendência de que o PSD caminhe, como partido, com a candidatura de Braga por conta do apoio declarado do ex-presidente Lula. Independente de qualquer situação definida pelo PSD, Marcelo diz que sua postura não será problema.
Em Manacapuru – O ex-ministro José Dirceu lançará seu livro, “Zé Dirceu – Memórias”, no Centro Cultural de Artes e Tecnologia Paulo da Cunha Freire, em Manacapuru, na próxima quinta-feira, às 18h30. Estranhamente, ele não virá para Manaus. Na obra, Dirceu aborda desde sua militância no Partido condenação pelo mensalão.