Manaus sáb, 17 out
A Crítica
Opinião

O Amazonas e o setor turístico

Publicado em 13/01/2019 às 11h38 · Atualizado em 13/03/2022 às 20h50
O Amazonas e o setor turístico

O Amazonas deve receber, até o final deste mês, 60 mil turistas nacionais e estrangeiros, de acordo com dados da Empresa Estadual de Turismo, a Amazonastur. Algumas perguntas necessitam ser feitas até como termômetro para a nova administração governamental possa utilizar essa temporada como espaço de coleta de informações,  percepções e soma de esforços agregadores dos valores culturais que este Estado oferece e, em alguma medida, gera curiosidade aos visitantes.

O que leva o turista nacional vir ao Amazonas? O que levar o turista estrangeiro vir ao Amazonas? Quais são as suas preferências? Qual é o perfil desse turista? Por muito tempo, o imaginário construído a partir da floresta de árvores e águas em grande quantidade funcionou como atração turística da qual o Amazonas, compreendido em geral, como a Amazônia, se beneficiou. Ainda são esses os elementos instigadores do desejo de vir ao Amazonas? Qual é o peso que tais elementos têm na decisão de incluir o Estado como destino de férias?

Para o governo, as instituições de pesquisa, o empresariado desse setor e toda a cadeia produtiva nele envolvida essa são questões importantes que devem ser tratadas permanentemente com o valor que carregam. Afinal, a partir da leitura responsável desses dados, todos esses setores e a máquina governamental poderão manejar instrumentos que irão aprimorar o serviço de atendimento turístico, incentivar aspectos locais que têm relevância para os turistas e estão diretamente vinculados ao turismo socialmente justo, ampliar as possibilidades de postos de trabalho, de maior geração de renda, da conduta de respeito intercultural e à natureza.

Ao Estado, o exercício competente de uma política governamental de turismo poderá se traduzir numa boa maneira de enfrentar os desafios para assegurar desenvolvimento sustentável. Alguns elementos estão colocados gratuitamente, como presentes da natureza à região, só precisam ser cuidados e tratados dentro de uma política turística de forma estratégica compreendendo que manter, conservar e preservar corresponde a investir em matéria-prima que gera o lucro bom ao governo e á sociedade.

Do ponto de vista do conhecimento, a produção científica demonstra por meio de inúmeros trabalhos, alguns dos quais premiados nacionalmente, quais decisões necessitam ser tomadas e como devem ser realizadas. Que esses estudos sejam utilizados pelos agentes governamentais para vigorar o turismo amazonense e colocá-lo dentro de um plano de expansão naquilo que é moeda forte no mundo: a sustentabilidade gerenciando os negócios.